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Hoje é o último dia de outubro, com comemorações de Halloween em diversos lugares e os desdobramentos das eleições de 2022. E sabemos que neste mês é especialmente dedicado às mulheres - reflexões e cuidados, então estou em tempo de falar.
Não vou me estender por aqui para falar do que tem que ser feito, pois muitos - e especialistas - trazem isso de maneira bem melhor e com mais fundamentos e está tudo bem. Mas quero pegar este "gancho" para trazer algumas reflexões sobre este data/tema.
Como por exemplo, já que o assunto central é o cuidado da mulher, trago a pergunta: não está na hora de ter outras formas de cuidado? Será que não está na hora de cuidar de nossas mulheres?
E quando o assunto é o diagnóstico da doença, onde a principal forma é a mulher se perceber é se tocar - até mesmo para perceber algo que não esteja normal, vamos por este mesmo gancho: (o segundo proposto?) como estamos percebendo as nossa mulheres? E como estamos tratando / tocando as nossas mulheres?
E aqui quero deixar claro que a intenção não é criar dualidade com a palavra toque, sem levar para lados sexualizados, mas trazendo todo o respeito com as mulheres. Mas quando falo de toque é: não estamos tendo o cuidado com as nossas mulheres. Não precisamos ir muito longe - qualquer pesquisa existente nos fornece dados de que os casos de agressão física e verbal aumentam a cada dia.

E os casos estão explodindo a cada dia na mídia - histórias de mulheres vêm a tona para expor anos situações chocantes e revoltantes. Vemos casos em que mulheres, depois de anos de sofrimento, vieram a público para relatar casos de crueldade. E o que ainda se escuta de alguns muitos ouvintes é: por que está mulher demorou tanto para falar, o que tinha demais? Era só falar...
Pois é, meus amigxs: temos que ver este cenário de outra maneira: em vez de ir por este caminho, que em sua maior parte está carregada de julgamentos, temos que - mesmo diante deste processo tão horrível - parabenizá-las pela coragem, porque conseguiram. Você consegue imaginar o que uma mulher dessa teve que aguentar sozinha nesta guerra silenciosa?
E vamos refletir mais um pouco? Percebe o quanto ela foi corajosa em entender que aquilo não era para ela, que em muitos momentos ela acreditou e/ou ficou calada, muitas vezes entendendo que tinha que ser assim e foi tratada com inferioridade, ouvindo que ser assim, que tinha que servir, entre outros conceitos absurdos?
Estas situações são iguais como o sintomas do câncer: são silenciosos. E não vou estender, mas retomar a reflexão: como você está tratando as mulheres à sua volta? Não adianta somente utilizar este mês - e o dia das mulheres - como muleta para homenagear. É como a prevenção - temos que ficar em alerta todos os dias.
E se você leu e está pensando: ah, eu trato as mulheres muito bem, nem passa fazer qualquer mal, tenho algo a dizer: esta reflexão é para você também. Porque no final das contas, sempre dá para tratar melhor as nossas mulheres sim! E é muito bom!
Se desafie! Faça mais! Cuide mais!
Grande abraço!
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