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Em São Tomé e Príncipe, o partido ADI e a coligação MCI-PS/PUN assinaram nesta quarta-feira um acordo parlamentar para sustentação de um novo executivo liderado por Américo Ramos. A aliança visa garantir estabilidade política após as eleições legislativas de 27 de setembro, onde o MLSTP foi o mais votado, mas não obteve maioria absoluta.

Apesar da vitória eleitoral do MLSTP com 24 dos 55 deputados, a legislação do país permite essa articulação. O sociólogo são-tomense Olívio Diogo enfatiza que a negociação atende aos critérios legais diante da comunidade internacional, garantindo que ADI e MCI juntas tenham o apoio necessário no Parlamento.

De acordo com o analista, o pacto demonstra a capacidade de articulação política dos dirigentes. Diogo lembra que o MCI sempre manteve proximidade com a ADI e destaca que o resultado representa um revés para a liderança do MLSTP, incapaz de fechar blocos de governabilidade.

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O analista ressalta ainda que o MCI não exigiu participação direta no ministério para viabilizar o alinhamento. Trata-se de um compromisso de incidência para aprovar os projetos encaminhados pelo executivo de Américo Ramos e assegurar a continuidade da gestão.

Contudo, Olívio Diogo alerta sobre possíveis instabilidades no pacto. "Este tipo de aliança também tem suas fragilidades", adverte o especialista, lembrando que o cumprimento dos termos acordados será essencial para que a coligação consiga resistir ao longo dos quatro anos de mandato.

As eleições legislativas são-tomenses foram validadas pelo Tribunal Constitucional após um pleito considerado ordeiro e pacífico. No resultado final, o MLSTP obteve 24 cadeiras, a ADI conquistou 23, o MCI-PS/PUN garantiu seis assentos e o movimento Basta ficou com duas vagas.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade