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O Governo de Transição e a Comissão Nacional de Eleições anunciaram oficialmente o adiamento das eleições na Guiné-Bissau, originalmente marcadas para 6 de dezembro, por falta de condições técnicas e legais. A decisão, divulgada em outubro, reflete a profunda instabilidade institucional que o país enfrenta desde o último golpe de Estado, gerando reações diversas entre partidos políticos e a sociedade civil guineense.

Para o analista político Rui Jorge Semedo, a responsabilidade pelo impasse recai sobre as atuais autoridades de transição. Segundo ele, a própria estrutura da Comissão Nacional de Eleições (CNE) carece de legitimidade, uma vez que a nomeação de sua liderança não seguiu os ritos previstos pela legislação do país.

A necessidade de um diálogo inclusivo

Diante do cancelamento do pleito, analistas apontam que o futuro da nação depende da postura do comando militar. Semedo defende que as forças armadas facilitem uma transição pacífica e promovam um debate aberto com a comunidade internacional e todas as correntes partidárias locais.

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A normalização democrática exige medidas práticas imediatas. Entre as ações mais urgentes propostas por especialistas estão a reabertura do Parlamento e o retorno seguro de figuras políticas exiladas ou afastadas, como Domingos Simões Pereira, presidente eleito da Assembleia Nacional Popular.

Embora líderes como o ex-primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam sugiram estender o período de transição por até dois anos, analistas reforçam que qualquer calendário eleitoral viável só poderá ser estabelecido por meio de um pacto nacional que inclua a sociedade civil e os principais partidos do país.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade