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A crise política na Guiné-Bissau ganhou novos desdobramentos esta semana, após autoridades de transição admitirem a inviabilidade técnica das eleições gerais marcadas para 6 de dezembro. O anúncio aprofunda a incerteza no país, que atualmente opera com partidos suspensos e sem parlamento ativo, gerando forte preocupação entre líderes locais e regionais.

Durante reuniões com o presidente de transição, Horta Inta-a, o primeiro-ministro Ilídio Vieira Té declarou que entraves legais inviabilizam o pleito. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) também classificou a data de dezembro como improvável. Partidos de oposição, como o PAIGC de Domingos Simões Pereira, apoiam o adiamento e cobram o retorno à ordem constitucional.

Paralelamente, o Tribunal de Justiça da CEDEAO condenou o Estado guineense a indenizar em 30 milhões de francos CFA cada um dos cinco políticos detidos após o golpe de Estado do ano passado. Em outra frente, o general Horta Inta-A justificou movimentações militares recentes, negando que se trate de um desmantelamento de milícias aliadas ao ex-presidente Umaro Sissoco Embaló.

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FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade