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O partido de oposição Anamola, em Moçambique, classificou como contraditória a recente decisão do Tribunal Supremo de desbloquear os ativos financeiros do seu líder, Venâncio Mondlane. A reação ocorreu nesta sexta-feira (9), diante do julgamento do político por suposta incitação ao terrorismo, agendado para o próximo dia 17 de novembro.

James Njiji, secretário-geral interino da organização política, expressou estranheza com a medida durante um evento sobre democracia eleitoral em Maputo. O dirigente questionou a lógica das autoridades judiciais ao liberarem a movimentação de recursos de alguém formalmente acusado de financiar atos terroristas no período pós-eleitoral.

As contas bancárias do líder oposicionista estavam congeladas desde novembro de 2024 por determinação do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo. Na ocasião, em meio a intensos protestos populares, os investigadores rastrearam as transações financeiras do político, analisando detalhadamente remessas de fundos provenientes do exterior.

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O julgamento que se aproxima colocará o réu frente a graves acusações criminais, incluindo apologia ao crime e instigação à desobediência coletiva. Caso seja considerado culpado pelas instâncias judiciais do país, a pena acumulada para esses delitos pode ultrapassar 20 anos de prisão efetiva.

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FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade