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O governo do Senegal manifestou forte preocupação com a possibilidade de adiamento das eleições na Guiné-Bissau, inicialmente agendadas para o dia 6 de dezembro. Em comunicado oficial divulgado nesta sexta-feira, a gestão senegalesa alertou para os impactos políticos e institucionais que uma eventual alteração de data pode causar na estabilidade da região oeste-africana.
A manifestação de Dacar ocorre após o primeiro-ministro de transição guineense, Ilídio Vieira Té, e a Comissão Nacional de Eleições apontarem sérios entraves jurídicos, técnicos e institucionais para a realização do pleito no prazo previsto.
Consenso e transição democrática
Atualmente na presidência da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), o Senegal defende que qualquer mudança no cronograma eleitoral precisa ser construída de forma inclusiva, transparente e consensual entre todas as forças políticas.
Para assegurar a legitimidade do processo, o Executivo senegalês cobrou a revogação imediata das restrições impostas às atividades civis e partidárias na Guiné-Bissau, apontando que a liberdade política é essencial para restabelecer a confiança pública.
O Ministério da Integração Africana e dos Negócios Estrangeiros do Senegal apelou ainda à moderação dos partidos e das chefias militares locais. O país vizinho atua como mediador direto da crise e reafirmou seu compromisso em apoiar uma transição constitucional pacífica e soberana.
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