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A apresentadora de TV, jornalista e autora de livros francesa , Alexandra Loras, participou do pro “Mulheres no Topo”, de Sarah Andrade. Em um papo com a influenciadora digital e empresária, Alexandra revelou que ainda há muito machismo no meio empresarial, que por muitos anos foi predominantemente masculino. Por outro lado, diz acreditar que as mulheres estão lutando e conquistando cada vez mais seus lugares.
Alexandra confessa que até um bom tempo atrás, não era ligada a pautas do feminismo, mas foi aos poucos entendendo a importância no movimento, principalmente no lado profissional. “Minha mãe e minha avó eram feministas super engajadas, mas eu era bem machista quando cheguei no Brasil. No entanto, fui conhecendo muitas feministas brasileiras bem jovens que começaram a abrir muito minha cabeça e eu comecei a trilhar um caminho diferente”, conta.
Durante sua trajetória, a empresária foi enfrentando na pele diversas situações machistas e racistas, que fizeram com que ela se empenhasse para buscar mudanças. “Mesmo eu sendo uma mulher negra bem sucedida, morando no Jardim Europa, em uma grande casa, ainda assim, quando recebia em média 6 mil pessoas como convidados do consulado, muitas delas passavam na minha frente e nem olhavam achando que eu era a empregada doméstica. Então não adianta eu ter estudado na melhor escola de ciências políticas do mundo, é difícil quebrar o teto de vidro e ser respeitada”, desabafa
Alexandra conta que todas as experiências que enfrentou durante sua trajetória, se tornaram aprendizados que agora compartilha com outras mulheres. “Hoje venho trazendo dentro do mundo corporativo conceitos da antropologia e da sociologia, como por exemplo o Mansplaining. Tem pesquisas comprovando que uma mulher é muito mais interrompida
numa reunião e isso se dá pelo machismo estrutural. E trago esses conceitos para que justamente as mulheres possam perceber como elas são vítimas desse patriarcado”, conta.
No mesmo caminho, Sarah sempre buscou combater o machismo de alguma maneira e, em uma das empresas que trabalhava, conseguiu colocar mulheres em cargos de poder e reverter a equipe, que antes era
em suma maioria formada por homens. “Foi um baita desafio no início, mas nós mulheres somos incríveis. A princípio a minha equipe direta era 80% homem e 20%, mas com o tempo eu consegui colocar 50% de homens e 50% mulheres e isso foi muito gratificante para mim. Hoje, quando eu paro para analisar os números, eu consigo entender que, de fato, fiz a diferença e eu fico muito orgulhosa de mim mesma”, diz.
Aos poucos, Sarah acredita que o mercado está mudando e que as mulheres estão cada vez mais conseguindo conquistar seus espaços.
“Olhando agora, acho que as empresas vêm evoluindo com o tempo. Eu sinto que as marcas e a televisão estão mudando e isso faz muita
diferença, a gente está conseguindo essa inclusão e de passinhos de formiguinha, conseguimos fazer o Brasil melhorar e abrir os horizontes”, declara.
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