O Coco Fulô do Barro é um grupo autoral da cultura popular que está celebrando dez anos de existência e consequentemente a continuidade da tradição do Samba de Coco no município de Arcoverde, que tem como essência o trupé. A celebração de uma década de história foi realizada na própria sede, próxima à rodoviária, no bairro de São Cristóvão, exatamente no dia 26 de julho, com a presença das pessoas do projeto, artistas, grupos e musicistas locais, como mestre Assis Calixto, do Samba de Coco Raízes de Arcoverde, Coco das Irmãs Lopes, banda de Pífano Santa Luzia, mestre José Batista (Delegado do Pífano), mestre Francisco (Pífano Santa Luzia), mestre Alberone Rabequeiro, George Silva, Bruno Morais, Ricardo do Cavaco e Afoxé Yá Omi Ogunté (de Arcoverde), também chegando aos dez anos de história neste ano de 2026 e comemorando em conjunto, na mesma data, com o Fulô do Barro. 

A formação atual do Coco Fulô do Barro é composta por Marcelo Cavalcanti (cantor e compositor) — criador do grupo —, Heltton Hugo (surdo - instrumento percussivo), Vitória Aparecida (cantora e voz), Kamilly Vitória (voz), Riquelme Magalhães (cantor e pandeiro), Ronald Magalhães (triângulo), Urielly Pereira (cantora e voz), Wesley Xukuru (dançarino) e Marcelinho (dançarino). O grupo destaca-se pela juventude, contribuindo diretamente para a renovação, a partir de novas gerações, da cultura popular em Pernambuco, principalmente no interior do estado e nas próprias regiões dos sertões. 

Neste ano de 2026, o grupo já tem três músicas lançadas na internet: “Coisa Alheia, Mané”, “Balanço da Porteira” e “A Colheita”, todas disponibilizadas de uma vez só no mês de junho. Recentemente, apresentou-se no Bairro do Recife, pelo Julho Estrelado, que aconteceu na Rua da Guia.  

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Vale dizer que o Coco Fulô do Barro reúne dois álbuns musicais em sua discografia: “Pré-Urbano” (2021), com nove músicas, e “Na Melodia dos Cardeais” (2024), que possui 16 canções. Além disso, o grupo assina a canção “Torrar o Café”, disponível nas plataformas digitais em parceria com o selo Sesc Pernambuco, que em 2025 fez o lançamento do álbum “Na batida do Surdo e no balanço do Ganzá - Na Pisada dos Cocos de Arcoverde”, formado por sete músicas de grupos arcoverdenses. 

“Fulô” tem como referência às energias da natureza, sendo uma pronúncia popular e regional da palavra flor, usada com frequência no interior de Pernambuco e demais estados da região Nordeste. Já o nome “Barro” significa a busca pela matéria-prima de sobrevivência em grupo e pelo fortalecimento da identidade racial. Inclusive, o grupo dialoga com pautas que valorizam raça, gênero e classe, além da transformação social por meio da arte.  
 
Em suas composições, o grupo — fundado no dia 28 de julho de 2016 — compartilha memórias, histórias e vivências da localidade onde moram e vivem, destacando a beleza, o clima, a natureza, a poesia e a originalidade do Sertão de Pernambuco, sobretudo de Arcoverde, a terra do Samba de Coco. As letras também homenageiam e inspiram-se nos cantadores e cantadoras de coco do Nordeste. 

Visitação

Na própria sede do grupo fica o museu, que está aberto para visitas, encontros e movimentos artístico-culturais, além de reunir obras que cantam e contam histórias do Fulô do Barro. Com o espaço, o objetivo é preservar a memória e fortalecer a ideia do pertencimento local.