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A saúde mental de jornalistas no Brasil enfrenta riscos severos devido às características da profissão, à sobrecarga de tarefas e ao assédio constante. É o que revela uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (14).

O levantamento foi produzido pela Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho (Fundacentro). O estudo contou com o apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

O documento alerta para a necessidade urgente de empregadores e entidades criarem um ambiente mais seguro. Quase metade dos 257 profissionais ouvidos online relatou sofrer com insônia.

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Esse índice supera a média nacional de distúrbios do sono registrada pelo Ministério da Saúde. Além disso, 36% dos participantes relataram sintomas típicos de ansiedade.

O cenário de depressão atinge metade dos entrevistados. Desse grupo, 9% apresentam sintomas severos e 16% enfrentam um quadro considerado extremamente severo.

O consumo excessivo de álcool também chamou a atenção dos pesquisadores. Cerca de 21,5% dos profissionais relataram hábitos que indicam uso de risco, nocivo ou provável dependência.

As autoras Bruna Balarotti e Elaine Cristina Marqueze destacam que o estresse faz parte da rotina. No entanto, os riscos psicossociais ultrapassam o limite aceitável.

Impacto do assédio

Os trabalhadores da imprensa lidam frequentemente com diferentes tipos de violência. O assédio moral lidera as queixas entre a categoria.

Pelo menos 26% dos profissionais afirmaram ter sofrido assédio moral no trabalho. O índice pode subir para 37% dependendo do critério metodológico aplicado.

O cyberbullying também se destaca, atingindo 30% dos participantes. As autoras classificam esses números como um dos achados mais críticos do relatório.

Outro problema grave é a falta de suporte. Cerca de 61% dos entrevistados relataram receber baixo apoio social de colegas e superiores no ambiente laboral.

Para a presidenta da Fenaj, Samira de Castro Cunha, a situação afeta diretamente a democracia. A má qualidade do ambiente de trabalho prejudica o direito da sociedade à informação.

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil