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Segunda-feira, 09 de Fevereiro 2026

Notícias/ANCESTRALIDADE

Comunidade De Santa Quitéria É Reconhecida Como Quilombo Pela Fundação Palmares

🛡️ Vitória da resistência! A comunidade de Santa Quitéria, em Congonhas (MG), foi oficialmente reconhecida como quilombo pela Fundação Cultural Palmares (@fundacaopalmares). A certificação chega em um momento de tensão, com moradores ameaçados pela expansão de um projeto minerário na área.

Comunidade De Santa Quitéria É Reconhecida Como Quilombo Pela Fundação Palmares
Comunidade de Santa Quitéria, em Congonhas, na região Central de Minas Gerais
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Comunidade Ameaçada Por Mineradora É Reconhecida Como Quilombo Pela Fundação Palmares

A comunidade de Santa Quitéria, em Congonhas, na região Central de Minas Gerais, recebeu nesta sexta-feira (18) a certificação oficial de quilombo concedida pela Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura. O reconhecimento chega em meio à tensão vivida por moradores diante da possibilidade de remoção em função de um projeto de expansão minerária na área.

Com cerca de 80 famílias, Santa Quitéria mantém práticas tradicionais como a folia de Reis, o uso de água de bica e o fogão a lenha. A certificação reconhece oficialmente a ancestralidade do território e fortalece o direito de permanência da comunidade, além de abrir caminho para políticas públicas específicas voltadas a quilombolas.

Agilidade Na Certificação E Compromisso Da Palmares

A diretora do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro da Fundação, Fernanda Thomaz, afirma que a certificação foi emitida com agilidade diante da situação de vulnerabilidade relatada pelos moradores. “Na semana passada, estivemos em diálogo com a comunidade, que compartilhou conosco a situação de vulnerabilidade e os conflitos que estão enfrentando na região. Diante disso, solicitaram com urgência a certificação como forma de proteção, não apenas para garantir a permanência no território, mas também para assegurar condições mínimas de vida”, disse.

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Segundo Thomaz, a Fundação atuou para acelerar o processo: “Compreendendo a gravidade do contexto, conseguimos emitir a certificação em tempo recorde. É exatamente esse o papel da Palmares: garantir respaldo institucional, suporte frente aos conflitos e contribuir para a valorização das culturas e da vida dessas comunidades.”

A comunidade, que há mais de oito anos busca reconhecimento oficial como quilombo, comemora a conquista. “Este documento registra oficialmente aquilo que sempre vivemos: nossa fé, nossas festas e nosso cuidado com a terra”, afirma Aline Soares Marcos, liderança local que reuniu documentos e relatos ao longo dos anos.

O presidente da Fundação Cultural Palmares, João Jorge Rodrigues, destaca o significado político do ato. “A certificação confirma o direito histórico de Santa Quitéria e comprova o compromisso da Palmares com a memória viva do Brasil. A proteção dos quilombos garante o florescimento das nossas raízes”, disse.

Conflito Com Mineradora E Contexto Nacional

O caso de Santa Quitéria ocorre em meio à ampliação das atividades da CSN Mineração na região, autorizada por decreto do governo de Minas. Moradores alegam que o traçado da área desapropriada para as novas estruturas da mineradora atinge diretamente o território da comunidade. A empresa, por sua vez, sustenta que a estrutura prevista ficará a mais de 1,3 km do núcleo habitado e nega impactos sobre modos de vida ou direitos territoriais.

Com a certificação, a comunidade passa a integrar oficialmente o rol das 4.106 comunidades quilombolas reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares em todo o território nacional. Segundo o Censo Demográfico de 2022, Minas Gerais reúne 135.310 pessoas quilombolas, ocupando a terceira posição entre os estados com maior número de autodeclarações, atrás apenas da Bahia e do Maranhão. No total, o IBGE identificou 1.327.802 pessoas quilombolas no país, o que equivale a aproximadamente 1,33 milhão de brasileiros, 0,65% da população nacional.

A Fundação Cultural Palmares afirma que segue atuando para assegurar a proteção e a valorização dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana, diante de ameaças que ainda persistem em diversas regiões do país.

 
Comunidade de Santa Quitéria, em Congonhas, na região Central de Minas Gerais

Comunidade de Santa Quitéria, em Congonhas, na região Central de Minas Gerais

Comunidade de Santa Quitéria, em Congonhas, na região Central de Minas Gerais

Comunidade de Santa Quitéria, em Congonhas, na região Central de Minas Gerais

Comunidade de Santa Quitéria, em Congonhas, na região Central de Minas Gerais

Comunidade de Santa Quitéria, em Congonhas, na região Central de Minas Gerais

Comunidade de Santa Quitéria, em Congonhas, na região Central de Minas Gerais

Comunidade de Santa Quitéria, em Congonhas, na região Central de Minas Gerais

 

Ricardo Martins

Publicado por:

Ricardo Martins

Jornalista

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