A quadra do Berço do Samba recebeu a semifinal do concurso do samba-enredo da Estácio de Sá para o Carnaval 2027 na última sexta-feira. Na ocasião, quatro das seis parcerias concorrentes garantiram vaga na grande decisão agendada para o dia 8 de agosto. A obra escolhida representará a agremiação no desfile sobre o enredo "Centenário do Berço do Samba: Onde o Samba Virou Escola e o Brasil se Fez Carnaval", desenvolvido pelo carnavalesco Marcus Paulo para a Série Ouro.

Durante a eliminatória, as parcerias lideradas por Alexandre Naval e China do Estácio deixaram a competição. As quatro obras classificadas foram assinadas pelos grupos dos compositores Claudinho Raiz, Diego Nogueira, Claudio Russo e Samir Trindade. O portal CARNAVALESCO acompanhou todas as apresentações e analisou o desempenho de cada finalista na disputa.

Desempenho das parcerias finalistas

A obra do Samba 01, encabeçada por Claudinho Raiz e parceiros, apresentou o menor número de intérpretes da noite no palco, contando apenas com o próprio compositor e Claudinho do Estácio. A despeito das ausências de Ito Melodia e Wic Tavares, o samba se destacou pelo lirismo de sua poesia extensa, com estrofes longas, falsos refrões e alusões marcantes aos baluartes e escolas coirmãs.

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Já o Samba 02, da parceria de Diego Nogueira, apostou forte na parte cênica para impressionar o público. A apresentação contou com a presença de personagens como Zé Pelintra, Pombagira e um tripé com partideiros, além de integrantes em pernas de pau portando pavilhões de agremiações históricas. A obra evoluiu bem na quadra, impulsionada pelo refrão do meio ritmado com o bordão "Quem Vem Lá?".

Com a maior torcida da noite, a parceria do Samba 08, liderada por Claudio Russo, teve apoio expressivo do segmento de passistas. A letra, considerada mais longa do que a média atual, traz versos inspirados como "O Estácio inventou o Rio de Janeiro". Além disso, a obra ganhou leveza no refrão principal com a marcante exaltação "Sou a Primeira, Acabou, Ponto Final".

Por fim, a parceria do Samba 10, comandada por Samir Trindade, abriu mão de efeitos visuais clássicos, como faíscas e papel picado, apostando no canto contagiante da torcida. Com a empolgação do intérprete Alessandro Tiganá no terreiro, a composição se destacou por variações melódicas inteligentes e encerrou a apresentação exaltando o amor centenário pela agremiação vermelho e branco.

FONTE/CRÉDITOS: Thays Andrade