A disputa de samba da Imperatriz começou no último sábado com a apresentação de 27 parcerias na quadra da escola, em Ramos. O concurso definirá o hino oficial para o enredo "A Memória do Rei e o Sumiço de Dona Júlia", assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira. Após as eliminações, 10 obras se classificaram para a próxima fase, marcada para a próxima sexta-feira.

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Destaques das parcerias classificadas

A parceria de Matheus Pranto destacou-se pela rica construção melódica e pela abordagem poética do ritual de reencantamento da calunga Dona Júlia. Conduzida por Preto Joia, Dowglas Diniz e Tinguinha, a obra contagiou a quadra com refrões marcantes e forte apelo no verso "Cadê a boneca?".

Já o samba comandado por Zé Katimba, defendido por Nego, Bruno Ribas e Juan Briggs, apostou na força do Maracatu Nação. Apesar do início um pouco truncado, a apresentação cresceu ao longo da passagem e encerrou em alta, com a quadra cantando forte os refrões.

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A obra da parceria de Eduardo Medrado apresentou um caráter bastante imagético, explorando poeticamente a narrativa. Mesmo sem a presença do intérprete Wander Pires, a condução de Wandinho e Tinganá garantiu um desempenho regular ao longo da apresentação.

Um dos momentos mais aclamados da tarde ficou por conta da parceria de Josimar. Interpretada por Pixulé, a composição levantou o público com uma introdução marcante e soluções criativas para retratar o enredo, conquistando baianas, harmonia e a direção da agremiação.

Com Evandro Malandro e Lissandra Oliveira no comando, a parceria de Jeferson Lima entregou uma exibição enérgica. O resgate histórico e a força dos versos sobre o terreiro envolveram os presentes, contagiando a diretoria e a equipe criativa da verde e branco.

A parceria de Moisés Santiago trouxe bastante balanço e variações rítmicas inspiradas no baque virado. Defendida por um time numeroso de intérpretes, a obra manteve o público embalado pelo ritmo durante toda a sua exibição.

Em seguida, a composição de Guga Martins brilhou pela performance afinada de Marquinhos Art Samba. A abordagem lírica e libertadora da sinopse garantiu boa receptividade na quadra, impulsionada por refrões que caíram rapidamente no gosto do público.

A obra assinada por Me Leva apostou em variações rítmicas ligadas ao maracatu e no ritual de purificação. A condução enérgica de Grazzi Brasil e Chicão manteve a quadra e os segmentos da escola animados do início ao fim.

A parceria de Hélio Porto, interpretada por Tinga e Charles Silva, destacou-se pelo clima de terreiro e refrões afros de grande impacto. A apresentação contagiou a diretoria e fez a quadra vibrar com citações a pontos rituais.

Por fim, a obra da parceria de Renan Gêmeo, defendida por Wantuir, encerrou as apresentações em tom crescente. O samba articulou a narrativa da sinopse com melodias marcadas pelo toque do Maracatu, garantindo uma recepção bastante calorosa do público.

FONTE/CRÉDITOS: Thays Andrade