As mulheres negras evangélicas ganharam protagonismo e tornaram-se figures centrais na polarização e nos debates da política brasileira contemporânea. Presentes no cruzamento entre religião, classe, raça e gênero, esse grupo desafia estereótipos consolidados e atrai a atenção de diferentes espectros partidários no país.

O crescimento evangélico no Brasil é contínuo. Dados do acordo com o IBGE mostram que a proporção passou de 21,6% para 26,9% entre 2010 e 2022. Em capitais como São Paulo, levantamentos do Instituto Datafolha indicam que as mulheres negras formam a principal base de frequência nos templos.

Essa relevância demográfica se traduz em peso político. Enquanto a população negra e feminina tendeu a apoiar majoritariamente o presidente Lula em 2022, o eleitorado evangélico geral votou de forma expressiva em Jair Bolsonaro. Desta forma, as mulheres negras evangélicas habitam um território estratégico e disputado.

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Especialistas apontam que a visão simplista sobre esse grupo precisa mudar. Lideranças religiosas e pesquisadoras ressaltam que elas atuam ativamente em pautas comunitárias, combate à violência de gênero e defesa de políticas públicas, distanciando-se da imagem de um eleitorado passivo ou homogêneo.

FONTE/CRÉDITOS: Thays Andrade