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O Rio Grande do Sul se tornou o estado brasileiro com a maior proporção de adeptos das religiões de matriz africana, conforme indicam dados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, 3,19% dos gaúchos declaram praticar a Umbanda ou o Candomblé, superando unidades federativas como Rio de Janeiro (2,58%), São Paulo (1,47%) e Bahia (1%).
Contradição e violência local
Apesar da forte representatividade numérica no estado, a comunidade praticante convive com uma realidade marcada por agressões simbólicas e físicas. Restrições ao uso de vestimentas tradicionais nas ruas e barreiras para rituais em locais públicos motivaram a organização de movimentos locais em defesa da liberdade de culto.
Cenário nacional e estatísticas
Em âmbito nacional, o racismo religioso permanece estrutural. Informações do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, captadas pelo canal Disque 100, indicam o registro de 2.774 denúncias de discriminação religiosa no período de um ano, com os cultos afro-brasileiros entre as principais vítimas.
Diante desse cenário, lideranças religiosas reforçam a necessidade de ações contínuas de conscientização. A união entre entidades de direitos humanos e terreiros visa combater a violência e assegurar a devida proteção legal aos espaços sagrados em todo o Brasil.
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