O Centro Cultural Chico Rei, localizado em Poços de Caldas (MG), conquistou a certificação oficial como Ponto de Cultura em agosto de 2026. A chancela federal reconhece a trajetória de mais de seis décadas da instituição na preservação e valorização da identidade afro-brasileira e da cultura negra no interior mineiro.

Com a concessão concedida por meio da Rede Cultura Viva (Lei nº 13.018/2014), a organização passa a integrar uma importante rede nacional de cooperação. A certificação atua como um selo de utilidade pública que consolida a autonomia das ações comunitárias desenvolvidas continuamente pela entidade desde a sua fundação, em 1963.

Além da certificação, o espaço alcançou a terceira posição geral no resultado preliminar do edital da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), organizado pelo Governo de Minas Gerais. A seleção contou com a participação de aproximadamente 60 projetos culturais aprovados em todo o estado.

Publicidade

Leia Também:

O desempenho técnico no edital reflete a excelência na elaboração e gestão de projetos liderados pela produtora Camilla Vilela. A pontuação obtida reafirma a capacidade da entidade para captar recursos públicos e atuar como referência em gestão cultural no território mineiro.

Retomada de eventos e ações educativas

A relevância da entidade também se estende às ruas. Em março de 2026, a instituição retomou suas grandes atividades públicas com o projeto "Chico Rei Com Vida", realizado na Arena Cascatinha. O evento reuniu rodas de capoeira, debates sobre igualdade racial e apresentações musicais.

A programação contou com palestras da atual presidente, Lúcia Vera, e da escritora Maria José de Souza, conhecida como Tita. Além disso, o palco recebeu atrações locais como Mununu, Aluísio, Edna Santos e o grupo As Meninas do Pagode com o projeto "Ancestral Samba".

Para garantir o impacto a longo prazo, o Centro Cultural Chico Rei mantém oficinas formativas em parceria com escolas da região. A iniciativa busca assegurar que crianças e jovens tenham acesso contínuo à educação étnico-racial e às expressões da cultura popular brasileira.

FONTE/CRÉDITOS: Thays Andrade