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Cais Do Valongo: Lavagem Anual Celebra História E Resistência Afro-Brasileira
Neste sábado (26/7), o Cais do Valongo, na região da Pequena África, no centro do Rio de Janeiro, foi palco da 14ª edição da Lavagem do Valongo, uma cerimônia que celebra a ancestralidade africana e a resistência do povo negro. O evento, promovido pelo Instituto Ilê Odara, teve o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Fundação Cultural Palmares e da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Reconhecido como Patrimônio Mundial Cultural pela Unesco desde 2017, o Cais do Valongo abriga o maior vestígio material da chegada de africanos escravizados nas Américas. A tradicional cerimônia, que se iniciou em 2011, incluiu a lavagem das pedras com água de cheiro e flores, um ritual de purificação e homenagem direta aos ancestrais africanos que por ali passaram.
O ritual foi idealizado e conduzido pela Iyalorixá Edelzuita de Oxaguian, com a concentração espiritual guiada pelo bloco Filhos de Gandhi e participação dos blocos Ziriguidum, MariAmas e Filhas de Gandhi.
Programação Com Debates E Restauro De Patrimônio
Além do ritual, a programação incluiu uma mesa de debate sobre “O Brasil que a gente construiu: políticas públicas e caminhos para uma sociedade antirracista”. A superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patricia Wanzeller, anunciou que uma obra de restauro no edifício Docas André Rebouças terá início em breve, com um investimento de R$ 86,2 milhões, destacando a importância de preservar o patrimônio da região.
O evento também contou com visitas guiadas ao sítio arqueológico e apresentações musicais, como o Sarau da Pequena África, que levou poesia e expressões artísticas de matriz africana ao público.
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