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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou o pagamento de uma indenização de R$ 35 mil para cada uma das três candidatas negras que sofreram constrangimento devido aos seus cabelos durante um concurso da Uerj.
A decisão estipulou o valor por danos morais após a constatação de racismo institucional ocorrido em outubro de 2024. Na ocasião, fiscais exigiram que apenas as mulheres com fios crespos prendessem o cabelo.
O que aconteceu
Fiscais do certame para a residência em saúde abordaram as candidatas com exigências restritivas não previstas em edital. Um dos fiscais justificou que o volume do cabelo poderia esconder objetos.
A ocorrência foi registrada na polícia e na ouvidoria da Uerj. Posteriormente, a universidade confirmou os fatos publicamente, lamentou a situação e afastou os envolvidos, além de anular o concurso.
Decisão judicial
A condenação inicial de R$ 20 mil foi ampliada pela turma julgadora, que considerou o montante anterior insuficiente diante da gravidade dos fatos e do impacto gerado às vítimas.
Os magistrados destacaram a responsabilidade objetiva da administração pública, reforçando que os fiscais agiram como agentes públicos de fato, o que atrai a responsabilidade do Estado pela conduta discriminatória.
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