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A necessidade urgente de um plano de previdência para garantir dignidade e aposentadoria aos artistas do samba foi a principal pauta do 1º Seminário Nacional das Rodas de Samba, que teve início nesta segunda-feira. O evento, que reuniu importantes lideranças do segmento, autoridades e personalidades, destacou a relevância cultural e econômica das rodas de samba para o Brasil.
A mesa de abertura, mediada pela atriz Juliana Alves, contou com a presença da primeira-dama Janja Lula da Silva, do ministro da Cultura em exercício Márcio Tavares, do secretário municipal de Cultura Lucas Padilha, entre outros. Sambistas renomados como Teresa Cristina, Sereno (Fundo de Quintal) e Zé Luís (Império) também marcaram presença, reforçando a importância do debate.
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A abertura dos trabalhos foi conduzida pela secretária Roberta Martins, do Ministério da Cultura. Em sua fala, ela prestou homenagem às matriarcas do samba e enfatizou a urgência da criação de um sistema de previdência.
Martins destacou que um plano de previdência é fundamental não apenas para a segurança financeira dos artistas, mas também para a geração de empregos no setor.
Lucas Padilha, secretário municipal de Cultura do Rio, abordou a programação de eventos de samba previstos para o ano. Ele ressaltou que a realização dessas iniciativas é viabilizada pelo Plano Nacional Aldir Blanc.
Segundo Padilha, o Plano Nacional Aldir Blanc tem sido crucial para o fomento e a concretização de diversos eventos culturais na cidade do Rio de Janeiro.
A deputada estadual Verônica Lima (PT), presidente da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, alertou para a dependência de muitos espaços culturais em relação aos recursos do Governo Federal.
Ela sublinhou a importância de que os governos estaduais e municipais também contribuam ativamente para o apoio aos projetos culturais, visando um reconhecimento mais amplo e verdadeiro da cultura.
Sereno, um dos fundadores do renomado Fundo de Quintal, foi calorosamente aplaudido ao ser anunciado. Em sua fala, ele revisitou a rica história do samba, emocionando-se ao final de sua participação.
Dorina Barros, representante do Mulheres na Roda de Samba, compartilhou suas memórias sobre o início de sua trajetória nas rodas de samba em Irajá. Ela enfatizou o papel fundamental das rodas de samba, dos blocos de carnaval e dos desfiles na dinamização da economia criativa brasileira.
O mestre Zé Luís, do Império Serrano, emocionou a plateia ao recordar seu humilde início no samba, atribuindo ao Império Serrano a oportunidade que transformou sua vida.
Wanderso Luna, presidente da Rede de Rodas de Samba, trouxe um toque de humor ao mencionar a "perda" de seu filho de Bangu para o K-pop. Ele também apresentou dados relevantes, indicando que 63% dos frequentadores de rodas de samba possuem ensino superior.
Luna atribuiu esse alto índice de escolaridade ao apoio do Governo Federal, que facilita o acesso das pessoas às universidades, demonstrando a intersecção entre cultura e educação.
A renomada cantora Teresa Cristina reforçou a necessidade de respeito e aposentadoria para os sambistas. Ao mencionar Sereno e Zé Luís, ela destacou a imensa contribuição desses artistas para o samba.
Cristina defendeu veementemente a criação de um plano de previdência que assegure uma aposentadoria digna e com todo o respeito merecido àqueles que dedicaram suas vidas à arte do samba.
A primeira-dama Janja Lula da Silva compartilhou uma curiosidade pessoal, revelando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva costuma ouvir samba pela manhã para se animar. Ela também fez um apelo por uma atenção especial às mulheres que atuam no samba.
Janja enfatizou a importância de um olhar mais cuidadoso e de incentivo para que as mulheres no samba possam crescer e alcançar o mesmo patamar de sucesso e reconhecimento que os homens no cenário musical.
No encerramento do seminário, o ministro em exercício Márcio Tavares ressaltou que as manifestações culturais originadas nas periferias foram, por um longo período, estigmatizadas e até criminalizadas.
Contudo, ele celebrou que, com a atuação do IPHAN, as rodas de samba, por exemplo, foram reconhecidas e agora são consideradas patrimônio cultural do Brasil, um avanço significativo na valorização dessas expressões.
Tavares recordou o cenário em que ele e a ministra Margareth Menezes assumiram o Ministério da Cultura, uma pasta que havia sido extinta. Ele destacou o árduo trabalho de reconstrução, que resultou na expansão do alcance cultural do país.
Atualmente, o Brasil conta com 16 mil pontos de cultura, um testemunho do esforço em revitalizar e democratizar o acesso à arte e à cultura em todo o território nacional.
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