Áfricas - A NOSSA agência de noticia preta

Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 12 de Março 2026

Notícias/ARTE

Livro de Pablo Honorato contesta o "primitivismo musical"

CIÊNCIA E RITMO! O músico e advogado Pablo Honorato lança o "Pequeno Catálogo de Música Africana e Afrodiaspórica". A obra desconstrói a tese racista do "primitivismo" e revela a complexidade estrutural das matrizes africanas. Conheça o livro que propõe uma nova escuta descolonial e celebra a música negra como matriz civilizatória global.

Livro de Pablo Honorato contesta o
Divulgação
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O músico, advogado e produtor cultural Pablo Honorato Nascimento lança a obra "Pequeno Catálogo de Música Africana e Afrodiaspórica: Contra a Tese do Primitivismo Musical", um manifesto teórico e artístico que desafia as narrativas coloniais sobre a produção sonora negra. O livro é fruto de anos de pesquisa e propõe uma revisão crítica sobre como o Ocidente classificou, de forma pejorativa e limitada, as expressões musicais africanas como tecnicamente inferiores ou puramente instintivas.

Desconstruindo o pensamento eurocêntrico na arte

A publicação apresenta um panorama comparativo que demonstra a sofisticação rítmica e a densidade estética das práticas musicais africanas e suas continuidades no Brasil. Ao questionar categorias herdadas do pensamento colonial europeu, Pablo Honorato evidencia que o que muitas vezes foi rotulado como "atraso" ou "primitivismo" é, na verdade, um campo dinâmico de reinvenção e alta tecnologia ancestral. A obra dialoga diretamente com a prática da Orquestra de Música Negra da Paraíba, dirigida pelo autor, conectando a teoria à experiência artística viva.

Matriz civilizatória e direitos humanos

Além de sua trajetória artística, a atuação de Pablo no Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da UFPB confere à obra uma perspectiva ética e política profunda. O livro também é um resultado das atividades do Centro de Pesquisa em Cultura Negra da Paraíba, sob a direção de Tatiane Ferreira de Jesus. Juntos, esses esforços buscam a descolonização do pensamento, posicionando a música africana não apenas como entretenimento, mas como uma matriz civilizatória fundamental para a formação cultural e identitária de todas as Américas.

Publicidade

Leia Também:

FONTE/CRÉDITOS: Redação Áfricas Play
Comentários:
Washington Andrade

Publicado por:

Washington Andrade

CEO do ÁFRICAS e Jornalista

Saiba Mais

Quer divulgar sua pauta ou negócio?

Crie sua conta e divulgue suas pautas, artigos e seu negócio. Ganhe visibilidade e centralize sua comunicação de forma eficiente
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR