O Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), inaugura na quinta-feira, 25 de junho, às 19h, o Complexo Expositivo Presenças Negras: Memória, Território e Permanência. Reunindo as exposições: “Sociedade Kênia Clube: Histórias de Permanência”, “O Invisível Gaúcho Negro”, de Eduardo Tavares, e “O Invisível Catarinense Negro”, de Rony Costa. A iniciativa propõe uma reflexão sobre memória, pertencimento, ancestralidade e continuidade, evidenciando a presença negra como elemento fundamental na formação histórica, social e cultural do Sul do Brasil. 


As três mostras dialogam entre si ao destacar trajetórias, territórios, instituições e personagens fundamentais para a compreensão das experiências negras no Sul do Brasil. Se as exposições fotográficas revelam trajetórias individuais e coletivas frequentemente ausentes das narrativas oficiais, a mostra dedicada à Sociedade Kênia Clube, amplia essa perspectiva ao evidenciar a importância dos espaços comunitários na preservação da memória e na construção de legados compartilhados. Reconhecida como Patrimônio Imaterial de Joinville, o clube com 65 anos de história, tornou-se um importante espaço de sociabilidade, cultura, celebração e fortalecimento da comunidade negra catarinense. 
 
Por meio de fotografias, documentos, registros audiovisuais, depoimentos e objetos, a exposição evidencia a potência de uma instituição que transformou encontros em legado, cultura em patrimônio e convivência em memória coletiva. Sua história demonstra que a permanência não se constrói apenas pela lembrança do passado, mas pela capacidade de transmitir saberes, fortalecer vínculos e projetar futuros. 
 
Em O Invisível Gaúcho Negro, Eduardo Tavares apresenta imagens produzidas ao longo de décadas de atuação como fotógrafo e documentarista. Seus registros revelam personagens, manifestações culturais, espaços de convivência e experiências que evidenciam a contribuição da população negra para a constituição da identidade gaúcha. 


Em diálogo com essa abordagem, O Invisível Catarinense Negro, de Rony Costa, reúne fotografias que revelam a pluralidade das experiências negras em Santa Catarina. A exposição destaca sujeitos, comunidades, lideranças, práticas culturais e expressões de ancestralidade que participam ativamente da construção da história catarinense, reafirmando a presença negra como parte inseparável da identidade do estado. 

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Mais do que um conjunto de exposições, Presenças Negras: Memória, Território e Permanência constitui um convite ao reconhecimento. Reconhecimento de trajetórias que ajudaram a construir o Sul do Brasil, de territórios marcados pela diversidade cultural e de comunidades que, por gerações, transformaram resistência em criação, pertencimento e legado. 
Ao reunir diferentes olhares, linguagens e experiências, o complexo expositivo reafirma que a presença negra não ocupa um lugar periférico na história regional. Ao contrário, constitui uma de suas dimensões essenciais, viva e atuante, cujas memórias seguem produzindo sentidos, fortalecendo identidades e inspirando futuros. 
 
Serviço 
 
O Quê: Complexo Expositivo - Presenças Negras: Memória, Território e Permanência  
 
Exposições: 


• Sociedade Kênia Clube: Histórias de Permanência 
• O Invisível Gaúcho Negro – Eduardo Tavares 
• O Invisível Catarinense Negro – Rony Costa 
Quando: abertura no dia 25 de junho de 2026, quinta-feira, às 19h 
Período de visitação: até o dia 25 de agosto de 2026 - terça-feira 
Onde: Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) - Centro Integrado de Cultura (CIC) - Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica - Florianópolis – SC 
Horário: Terça-feira a domingo, das 10h às 21h 
Entrada gratuita 
 
Mais informações: (48) 3664-2555  
Instagram: @mis.sc @cicfloripa @Keniaclube