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O primeiro-ministro do governo de transição, Ilídio Vieira Té, apresentou um novo pacto nacional na Guiné-Bissau durante a visita do mediador da CEDEAO nesta segunda-feira. A proposta surge em meio a um cenário de incertezas, mas enfrenta forte rejeição por ter sido formulada de forma unilateral, sem a participação de partidos políticos ou da sociedade civil.

Conhecido informalmente como fórmula IVT, o plano foi exibido ao ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal, Cheikh Niang, representante da organização regional. Contudo, o jurista e analista político Fodé Mané afirma que a medida busca apenas simular avanços para agradar à comunidade internacional, enquanto a oposição e os cidadãos continuam sob severas restrições políticas.

Manobra sem adesão popular

Segundo Fodé Mané, a ausência de debate amplo impede qualquer apropriação do documento pela sociedade guineense. Para o analista, reunir dirigentes pontualmente em hotéis não configura um diálogo real, pois cada legenda precisa de espaço livre para formular e validar propostas junto às suas bases militantes.

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Incentivo para mediação da CPLP

Diante do desgaste da CEDEAO após o golpe militar, Mané defende que a CPLP e Portugal assumam uma diplomacia mais proativa. Ele destaca que figuras influentes do regime possuem fortes ligações pessoais, bens e investimentos em solo português, o que dá a Lisboa maior capacidade de pressão para restabelecer a ordem constitucional.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade