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Após a vitória eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o MST divulgou um manifesto ao povo brasileiro cobrando o assentamento imediato de 100 mil famílias acampadas. O movimento defende que a garantia da reforma agrária deve ser o principal legado do novo governo para combater o avanço da extrema-direita no país.

No documento, a organização destaca que a vitória nas urnas superou um forte projeto conservador apoiado por grandes corporações de tecnologia e setores do mercado financeiro. Por isso, a entidade afirma que a derrota da extrema-direita não se encerra no processo eleitoral e exige uma mobilização contínua nas ruas e nas redes digitais.

Desafios políticos e econômicos

O grupo aponta a necessidade de enfrentar um Congresso Nacional adverso e critica os juros elevados da taxa Selic, que segundo a carta, prejudicam a população mais pobre. Além disso, o documento defende mudanças estruturais nos Poderes Legislativo e Judiciário para assegurar que os interesses populares prevaleçam sobre as pressões econômicas.

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Pautas da reforma agrária

Entre as reivindicações apresentadas ao governo federal, destacam-se a melhoria da infraestrutura nos assentamentos, a ampliação da produção agroecológica e o fortalecimento das agroindústrias da agricultura familiar. A entidade também defendeu o investimento em programas de aquisição de alimentos e a valorização da educação no campo, desde o ensino básico até o superior.

A íntegra do posicionamento oficial pode ser conferida na carta publicada pelo MST, na qual as famílias reafirmam o compromisso de seguir organizadas na busca por dignidade e justiça social para o povo brasileiro.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade