A Casa da Mulher, localizada na Vila Mathias, sediou na segunda-feira (27) uma oficina gratuita de tranças nagô. O evento combinou o ensino de técnicas capilares com a valorização da cultura afro-brasileira, o resgate da autoestima e o estímulo ao empreendedorismo feminino.

Essa iniciativa fez parte da agenda oficial do Mês da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, comemorado durante o mês de julho no município de Santos.

De herança ancestral africana, a trança nagô ou trança raiz fixa os fios rente ao couro cabeludo. O visual carrega séculos de história, resistência e forte expressão de identidade.

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O poder da transmissão de saberes

A ministrante e trancista Lidiane Borges, conhecida como Lika Borges, comandou a capacitação repassando métodos profissionais. Segundo a especialista, o ofício gera redes de solidariedade e novas oportunidades de renda.

“É uma profissão que cria uma rede de apoio entre mulheres negras. Neste mês tão significativo, falar sobre a nossa cultura também faz parte do aprendizado”, declarou Lika.

Conexões familiares e superação

Durante a aula, as alunas treinaram os fundamentos com Lika e sua filha, Letícia, que iniciou na profissão ainda na adolescência. A parceria familiar ilustra como o trabalho manual pode representar união e novos começos.

Adama Moura, de 32 anos, esteve presente após encaminhamento do Centro POP. Moradora da Vila Mathias, ela pretende usar o conhecimento inicialmente para autocuidado, de olho em uma futura renda extra.

“Meu objetivo inicial é aprender para fazer em mim mesma. Mas, se essa oportunidade também puder se transformar em uma fonte de renda no futuro, será muito bem-vinda”, comentou.

A ação prática dialoga diretamente com as metas globais da Organização das Nações Unidas (ONU), especificamente os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 4 e 5, focados em educação de qualidade e igualdade de gênero.

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FONTE/CRÉDITOS: Thays Andrade