Poder Judiciário lança, nesta sexta-feira (25/11), o Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial. Com um Judiciário majoritariamente e historicamente branco o pacto tem como objetivo ampliar a participação dos negros nos tribunais brasileiros, bem como sedimentar o compromisso dos magistrados e servidores com a legislação nacional e internacional de promoção dos direitos humanos, especialmente de igualdade e equidade racial. O lançamento será no plenário do Conselho Nacional de Justiça, às 14h.

A projeção, segundo Relatório para Igualdade Racial no Poder Judiciário, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para que se atinja ao menos os 20% de magistrados negros na magistratura, no atual cenário, indica que seriam necessários, ao menos, 30 anos para seu alcance. Apenas no ano 2049 o Poder Judiciário no Brasil terá 22% de magistrados negros.

Política afirmativa

Com a perspectiva ainda conservadora, uma das ações do pacto é reforçar a necessidade de adoção de um programa de ação afirmativa consistente para ingresso da pessoa negra na magistratura e a importância de fiscalizar essas ações para que sejam concretizadas.

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A assinatura do documento é uma representação do engajamento, formal e solidário, dos tribunais brasileiros com a transformação do cenário de desigualdade racial e com ações de promoção da equidade, inclusão, combate e prevenção ao racismo no Poder Judiciário, com a transformação da cultura institucional, de modo a enfrentar os impactos do racismo na sociedade brasileira.

Para fortalecer a cultura da equidade racial no Poder Judiciário, o Pacto prevê a adoção de programas, projetos e iniciativas, em todos os segmentos da Justiça. As ações serão voltadas para o combate e a correção das desigualdades raciais, por meio de medidas afirmativas, compensatórias e reparatórias, implementadas para modificar o cenário atual.

FONTE/CRÉDITOS: Metropoles.com/