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"Black Machine" Reimagina Hamlet Em Experimento Sobre Racismo E Humanismo
O espetáculo Black Machine propõe uma discussão sobre o legado de Hamlet, de William Shakespeare, confrontando o personagem com a Ofélia de Heiner Muller. Contemplada no 20º Prêmio Zé Renato, a peça é definida como um "experimento polifônico" que discute a herança de uma obra construída "diante do sangue e do açoite" da era moderna.
Concepção Pós-Colonial E Estética Afro-Surrealista
Com dramaturgia de Dione Carlos, Fernando Lufer e Eugênio Lima, a peça reinventa os personagens centrais em uma ótica pós-colonial. Hamlet é atravessado por vozes de intelectuais como Frantz Fanon e Aimé Césaire, enquanto Ofélia é inspirada por nomes como Lélia Gonzalez e Sueli Carneiro.
A montagem utiliza uma estética afro-surrealista e audiovisual expandida, com spoken word e projeções em três telas. Durante a encenação, Ofélia desafia Hamlet a assumir outro papel, expondo as ruínas do patriarcado. Em cena, os intérpretes Fernando Lufer e Marina Esteves criam um embate que atravessa eras, em um flerte com a performance, o manifesto e a poesia.
Temporada Em São Paulo
A peça realiza temporada gratuita em dois espaços da capital paulista:
CASA DO POVO
- Data: 11 a 28 de setembro, de quinta a sábado, às 20h. Domingo, dia 28/09, às 18h.
- Endereço: Rua Três Rios, 252 - 2º andar - Bom Retiro
- Acessibilidade: Libras nos dias 19 e 26/09.
CASA FAROFA
- Data: 1 a 12 de outubro, de quinta a sábado, às 20h. Domingos, às 18h. Sessões extras nos dias 01/10 (quarta) e 04 e 11/10 (sábados), às 18h.
- Endereço: Rua Treze de Maio, 240 - Bela Vista
- Acessibilidade: Libras nos dias 03 e 10/10.
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