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Afrodescendentes são Reconhecidos na COP 16 por Contribuições Ambientais
A Conferência das Partes (COP) 16 deu um passo histórico na última sexta-feira (1º) ao reconhecer, pela primeira vez, o papel dos afrodescendentes na conservação da biodiversidade global. O avanço foi fruto de uma iniciativa conjunta do Brasil e da Colômbia, que destacaram a importância dos povos tradicionais no cuidado com o meio ambiente por meio do programa ‘Quilombos das Américas’.
Brasil e Colômbia Lideram a Representação Afro na COP 16
A comitiva brasileira na COP 16 incluiu membros do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Igualdade Racial (MIR), responsável pela articulação que resultou na criação de um órgão subsidiário para tratar de assuntos dos povos indígenas e comunidades locais. Esse novo órgão busca garantir que os interesses de afrodescendentes sejam respeitados nas ações de preservação ambiental e financiamento justo e equitativo dos recursos naturais.
Quilombos das Américas: Sustentabilidade e Direitos Territoriais
Anunciado pela ministra Anielle Franco, o programa Quilombos das Américas é estruturado em cinco eixos essenciais: direitos territoriais, conservação da biodiversidade, valorização da identidade afrodescendente, sistemas agrícolas tradicionais e proteção contra violência. O programa prevê investimentos de US$ 120 mil até 2028 para fortalecer as comunidades tradicionais do Brasil e da Colômbia, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Projeto "Cultivando Esperança": Cooperação Regional
Dentro do programa, o projeto “Cultivando Esperança” será implementado em parceria com a Colômbia ainda este ano, com o objetivo de gerar renda e promover a conservação ambiental nas comunidades. As atividades serão coordenadas por um Comitê Diretivo Regional, que realizará seminários e encontros regulares para avaliar os resultados e trocar boas práticas.
Impacto das Comunidades Tradicionais na Conservação Ambiental
Dados apresentados na COP 16 mostraram que menos de 0,04% do desmatamento ocorre em áreas quilombolas, ressaltando a eficácia dos povos tradicionais no cuidado ambiental. A gestão sustentável dos recursos naturais por essas comunidades é um exemplo para o restante da sociedade e demonstra o potencial dos territórios afrodescendentes como redutos de conservação da biodiversidade.
Para saber mais sobre como o Brasil e seus parceiros latino-americanos estão promovendo igualdade racial e justiça ambiental, acompanhe as atualizações sobre o programa Quilombos das Américas e outros eventos da COP.
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