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ÀRT Lança Clipe "Doce Galícia (Ao Vivo)" E Consolida Identidade No Elenco Do Samba-Rock
Após o lançamento de Tudo a Ver (Ao Vivo) e do EP Afetos Cítricos Ao Vivo, o cantor, compositor e multi-instrumentista ÀRT apresenta ao público seu mais novo clipe: “Doce Galícia (Ao Vivo)”, já disponível no YouTube. O vídeo é o segundo registro visual do show realizado no Centro Cultural da Justiça Federal, durante o mês do Orgulho LGBT, e dá continuidade à era Afetos Cítricos, um marco na trajetória do artista nascido e criado no Morro da Providência, no Rio de Janeiro.
Performance E Maestria Rítmica
Com letra debochada e provocante, Doce Galícia é uma das faixas mais potentes do EP. A canção se inicia em um samba-rock cheio de swing, conduzido por um baixo pulsante e por um solo percussivo impressionante de ÀRT, que toca simultaneamente timbal e atabaque — uma performance que evidencia sua maestria rítmica e presença de palco.
Além de cantor e compositor, ÀRT é fundador da escola de atabaque Atabloco, que há sete anos atua na região da Pequena África e mantém um bloco de carnaval homônimo, reafirmando a força das tradições afro-brasileiras em sua arte.
No decorrer da canção, o samba-rock se transforma em rock and roll com um refrão envolvente, revelando a versatilidade sonora do artista. ÀRT define Doce Galícia como “um divisor de águas” em sua carreira, por consolidar em sua direção musical o elo entre o cantor romântico de R&B e o percussionista enérgico que carrega em si a pulsação dos tambores da diáspora.
No palco, ÀRT é acompanhado por uma banda que inclui Ricardo Mariani (baixo), Dani Xis (guitarra), Vini Del Rio (teclado), Rodrigo Belço (bateria), Eddu Cravo e Lucas Processy (percussão).
Identidade E Estética Afro-Futurista
O vídeo, dirigido por Saulo Nicolai, captura a energia arrebatadora do show com sensibilidade. O figurino, assinado por Sydney de Souza, traz um visual marcante inspirado em um marinheiro afro-futurista, traduzindo em imagem o conceito de travessia, ancestralidade e liberdade que atravessa todo o trabalho de ÀRT.
Com Doce Galícia (Ao Vivo), ÀRT reafirma sua identidade como artista preto, LGBT e periférico que transforma vivência em potência, ritmo em narrativa e afeto em resistência.
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