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A sede da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos (SMDH) de Volta Redonda sediou, na última quarta-feira (29), o evento 'Celebrando Mulheres Negras'. A ação reuniu a comunidade e lideranças para homenagear as mulheres negras, marcando as comemorações do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e do Dia de Tereza de Benguela.
Diálogos e representatividade
A programação foi aberta com uma roda de conversa conduzida por Mãe Célia, do Centro Nossa Senhora da Guia. O debate contou também com as presenças de Almir Gonçalves Fernandes, representante do Quilombo São José da Serra, e da trancista Luana Domicio dos Santos, criadora do Projeto Além das Tranças.
Durante as discussões, os participantes abordaram temas cruciais como o combate ao racismo, a trajetória histórica feminina, políticas públicas e a ocupação de espaços de poder. Mãe Célia ressaltou que a união feminina é fundamental para construir uma sociedade mais justa e combater a violência originada pela desigualdade.
A subsecretária da SMDH, Juliana Rodrigues, enfatizou a importância de criar oportunidades por meio de políticas públicas efetivas. Complementando a reflexão, a assessora técnica Kátia Teobaldo pontuou que a data reforça a urgência de garantir dignidade, respeito, proteção e reconhecimento para a população negra.
Cultura, capoeira e tradição
O encontro também contou com apresentações culturais e uma roda de capoeira comandada por alunas da Mestre Marciana. As atividades envolveram integrantes do Programa Curumim, da Casa da Criança e do Adolescente e do Instituto Dagaz, unindo diferentes gerações no mesmo espaço.
O capoeirista Everson Francisco da Silva, conhecido como Mestre Mineiro, participou acompanhado de alunas da academia Cadência de Bamba. Ele destacou o valor do evento como um espaço relevante de aprendizado e valorização cultural.
Por fim, Almir Fernandes destacou a importância dos quilombos na formação histórica e social do Brasil. Já a trancista Luana Domicio compartilhou sua jornada e comemorou o reconhecimento da profissão pelo Ministério do Trabalho, destacando que seu projeto já formou mais de 70 jovens em municípios vizinhos.
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