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Araraquara Sedia 5ª Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial
Entre os dias 16 e 17 de maio, a cidade de Araraquara foi palco da 5ª Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial. Na noite de sexta-feira (16), o Auditório da Biblioteca Municipal “Mário de Andrade” recebeu lideranças políticas, representantes da sociedade civil e membros da comunidade para a abertura oficial deste importante evento.


Fotos Prefeitura de Araraquara
Conferência como Espaço de Ação e Reparação Histórica
Mais do que um encontro institucional, a conferência se estabeleceu como um chamado coletivo à ação, um espaço dedicado à escuta, à construção e ao fortalecimento de políticas públicas focadas na equidade racial. Em um cenário onde a desigualdade ainda impõe barreiras invisíveis, mas profundamente sentidas, a pessoas negras, indígenas e a outras etnias historicamente marginalizadas, a Prefeitura de Araraquara reafirmou seu papel como agente de transformação.
A solenidade de abertura foi marcada por uma simbólica apresentação de berimbau realizada pelo Mestre de Capoeira Monitor Azulão, reforçando a conexão indissociável entre cultura, resistência e ancestralidade.
A Urgência da Luta Antirracista e Políticas de Igualdade
A deputada estadual Thainara Faria ressaltou que o racismo no Brasil permanece como uma realidade amplamente presente. Para a deputada, a implementação de políticas públicas de igualdade transcende a busca pela justiça social, representando uma essencial reparação histórica para a população negra.
“É urgente que continuemos a discutir os direitos da população negra. Nós ainda precisamos falar sobre o direito de andar pelas ruas sem ser confundidos com criminosos, sem sermos abordados injustamente pela polícia, ou perseguidos no ambiente de trabalho. Precisamos garantir o acesso à educação e a tantas outras oportunidades essenciais. Por isso, estou aqui hoje, agradeço pela oportunidade de levantar essa voz e poder debater essas questões tão importantes”, afirmou a deputada.
Durante a cerimônia, diversas autoridades presentes reforçaram a urgência de ações concretas. Em seu pronunciamento de encerramento da abertura, o Prefeito de Araraquara, Dr. Lapena, enfatizou: “A luta contra o racismo não é uma pauta de nicho, mas um compromisso de humanidade. O futuro que queremos para Araraquara só será possível quando todas as vozes tiverem espaço, dignidade e oportunidade. Esta conferência é um passo nessa direção — de coragem, de verdade e de transformação.”
Participações e Destaques da Abertura
A mesa solene contou com a presença de importantes figuras, incluindo a deputada estadual Thainara Faria, a secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Jessyca Alencar, o subsecretário de Políticas Étnico-Raciais, Sumbunhe N'fanda, e a presidente do Conselho Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo (COMCEDIR), Luciana Gonçalves, o chefe de Gabinete, Pedro Monteiro, e o vereador Marcelo Gurgel, representando a Câmara Municipal. A noite culminou com a palestra “Reparação e Justiça Racial”, ministrada pelo ex-ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Claudio Silva.

Propostas e Engajamento no Segundo Dia
No dia 17 de maio, a programação da conferência teve início às 9h com uma apresentação cultural de capoeira, seguida pela abertura dos trabalhos com a leitura e votação do regimento. Às 9h30, foram realizadas as apresentações das palestras. Ao meio-dia, os participantes desfrutaram de uma feijoada, acompanhada de um show musical com a cantora Cida Rodrigues. A tarde foi dedicada às salas de discussão, a partir das 13h. Às 16h, ocorreu a leitura e votação das propostas, com a participação de 68 inscritos que se tornaram delegados. A conferência foi finalizada com 30 delegados representando a sociedade civil, o Comcedir e o governo (subsecretaria), e 15 propostas foram encaminhadas, seguindo os eixos de democracia, reparação e justiça racial. Dentre as propostas, destacam-se a criação do cargo de conselheiro de igualdade racial, a cota de 50% de negros nos altos escalões dos três poderes e a democratização da escola do legislativo, direcionando-a para as periferias onde há maior concentração de população negra. Às 16h30, o Professor Dagoberto José Fonseca, Professora Tatiane Souza e Washington Lucio Andrade apresentaram o projeto A Grande Travessia, e o encerramento ocorreu às 17h.




























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