Wagner Santos completará dez anos assinando desfiles da Acadêmicos do Tatuapé em 2027. O enredo anunciado para o próximo Carnaval foi revelado na Feijoada de São Jorge de 2026: Congo Kinshasa: O Coração da África, A Herança Viva de Um Povo Que Resiste ao Tempo. Na ocasião, os quatro presidentes da agremiação e o próprio carnavalesco falaram sobre a relação entre artista e escola.

Anúncio do enredo e a preparação para o Carnaval 2027

Impactado pelo enredo que homenageia o Congo, Wagner disse considerar a relação com o Tatuapé “uma parceria de sucesso” e afirmou que se prepara psicologicamente para corresponder às expectativas da comunidade. Segundo ele, há parcerias e apoio da direção da escola para viabilizar o trabalho com excelência.

O anúncio envolveu também a colaboração com representantes externos: a direção da escola desenvolveu a história do enredo junto com o pessoal da embaixada, enquanto Wagner ficou responsável pela parte criativa da proposta.

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O relato dos presidentes sobre a trajetória e as dificuldades

Erivelto Coelho destacou a gestão “muito humana” do Tatuapé e qualificou a relação com Wagner como um “casamento longo”, citando o carnavalesco entre os que mais voltaram ao Desfile das Campeãs na história do Carnaval de São Paulo. Ele lembrou que, em nove desfiles, Wagner entregou um título e seis retornos às campeãs.

Erivelto também ressaltou as limitações financeiras da escola: afirmou que a Acadêmicos do Tatuapé nunca foi uma escola de muitos patrocínios e lembrou períodos difíceis em que a agremiação precisou investir muito para conquistar títulos. Mesmo assim, disse que a direção dá respaldo técnico e humano para que os profissionais rendam.

Reconhecimento interno e expectativas

Eduardo Santos descreveu como benção poder contar com Wagner no décimo ano de trabalho, apontando-o como peça fundamental em um time que inclui outros nomes citados pela direção. Edu Sambista resumiu o sentimento da diretoria ao afirmar que Wagner “vestiu a camisa do Tatuapé” e passou a ser visto como parte da família da escola.

Antônio de Castro, conhecido como Toninho, enfatizou a qualidade profissional do carnavalesco e manifestou o desejo de manter a parceria por muitos anos. As falas dos dirigentes combinaram elogios ao trabalho artístico com o reconhecimento das dificuldades financeiras e da necessidade de apoio comunitário e institucional para realizar os desfiles.

Foto: Divulgação