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Nesta terça-feira (8), a OCDE divulgou os resultados do Pisa 2025, revelando que o Brasil reduziu a diferença histórica de desempenho escolar em relação aos países desenvolvidos. Embora as notas dos estudantes brasileiros de 15 anos continuem abaixo da média da organização em leitura, matemática e ciências, a distância para as nações mais ricas encolheu significativamente nas últimas duas décadas.

Os dados de 2025 apontam estabilidade frente a 2022. O Brasil registrou 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. A média dos países membros da OCDE nessas áreas é de 466, 469 e 486, respectivamente. O atraso brasileiro em matemática equivale a cerca de 4,6 anos de escolaridade.

Apesar do abismo, a evolução histórica é notável. Entre 2006 e 2025, a diferença do país para a média da OCDE caiu de 102 para 58 pontos em leitura. Em matemática, a distância recuou de 131 para 92 pontos, enquanto em ciências a redução foi de 113 para 77 pontos.

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A amostragem nacional contou com mais de 30 mil alunos, majoritariamente da rede estadual urbana. O foco desta edição foi o letramento científico, área em que o Brasil obteve seu melhor crescimento recente, subindo de 403 para 409 pontos. O país também mostrou recuperação pós-pandemia mais ágil que a média global.

Inovação tecnológica e uso de celulares

O exame avaliou a capacidade de resolver problemas com ferramentas digitais, área na qual o Brasil somou 406 pontos, contra 500 da média da OCDE. Além disso, o relatório destacou que 81% dos alunos brasileiros estudam em escolas que restringem o celular, um salto expressivo frente aos 37% registrados em 2022.

O Ministério da Educação (MEC) associou essa mudança à Lei nº 15.100/2025, que disciplina o uso dos aparelhos. Estudos anteriores da OCDE já alertavam que o uso excessivo de telas prejudica o aprendizado.

Engajamento e valorização do ensino

Os jovens do Brasil demonstraram alta resiliência: 72% têm interesse por temas variados e 87% acreditam no poder da ação coletiva pelo meio ambiente. Alunos que valorizam a escola obtiveram notas até 35 pontos maiores em ciências, comprovando o impacto positivo da motivação no aprendizado.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil