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Uma família de mestres de torra carioca está promovendo uma competição para descobrir quem produz o melhor café do Estado do Rio de Janeiro. A 1ª edição do Prêmio Espresso Maravilhoso é uma iniciativa da Rio Coffee House, comandada por Guilherme Carvalhaes Heinerici, Sandra Carvalhaes Heinerici, Julius Heinerici e Gabriel Carvalhaes Heinerici.
A torrefação da família fica aos pés do Cristo Redentor, no bairro do Cosme Velho, Zona Sul do Rio. O projeto da premiação foi criado para promover a qualidade do café e valorizar a produção fluminense, buscando revelar cafés de excelência e dar visibilidade aos produtores do estado.
A família por trás da busca pelo melhor café
Na Rio Coffee House, os cafés são torrados pela própria família, que trabalha na seleção dos grãos para valorizar características como aroma, frescor e personalidade em cada xícara. A iniciativa também parte de uma visão de valorização da produção brasileira. Em publicação nas redes sociais, a Rio Coffee House destaca: “Somos Brasil o maior produtor de Café do Mundo (Brasil). Temos que ter orgulho, reconhecimento à qualidade, ao cuidado e à paixão pelo café!”
Isso só reforça a ideia de que a qualidade vai além do volume produzido. “O Brasil produz 38% do café do mundo e aqui no Rio Coffee House a gente prova uma coisa: o Brasil não é só o maior produtor, é também um dos melhores. Na xícara, só o melhor café do Brasil”, explicam.
Concurso levará os cafés do produtor ao consumidor
É nesse contexto que surge o prêmio Espresso Maravilhoso, criado para buscar os melhores cafés do Estado do Rio de Janeiro. Cada produtor pode inscrever até duas amostras, e os lotes precisam ter, no mínimo, 30 quilos. Para participar, é necessário enviar uma amostra de 500 gramas, devidamente identificada e de acordo com os requisitos técnicos do concurso. O prazo, que inicialmente terminaria em 31 de agosto, foi prorrogado até 15 de setembro.
A seleção será realizada em diferentes etapas. Primeiro, os grãos passam por análise física, que elimina as amostras fora dos padrões estabelecidos. Depois, os cafés seguem para o cupping, utilizado para identificar defeitos e avaliar a uniformidade dos lotes. Os aprovados passam ainda por provas em espresso realizadas por profissionais, etapa que dará origem a um ranking preliminar e ao Top 10.
Os dez melhores serão novamente avaliados em cupping e, depois, três lotes seguem para a final. Nessa etapa, os cafés serão colocados anonimamente no dia a dia da Rio Coffee House e comparados diretamente pelos consumidores. As provas de público estão previstas para ocorrer entre 20 e 30 de outubro. Os três lotes serão identificados como A, B e C e comparados entre si em rodadas realizadas ao longo de cinco a sete dias. O campeão será definido pelo número de vitórias.
“A proposta é que a avaliação considere não apenas os critérios técnicos, mas também a experiência de consumo”, explica a organização do prêmio. Segundo eles, não existe um perfil sensorial único considerado certo ou errado. O café precisa apresentar equilíbrio no espresso e ser marcante, com características como notas nítidas, doçura e equilíbrio com a acidez.
O primeiro colocado receberá R$ 10 mil pela saca, além de troféu e certificado. O segundo ganhará R$ 7 mil e o terceiro, R$ 5 mil, todos também com troféu e certificado. Com o Prêmio Espresso Maravilhoso, a família Heinerici busca colocar os cafés produzidos no Rio de Janeiro em evidência e reconhecer os produtores que estão por trás deles, aproximando avaliação técnica e experiência de consumo em uma disputa pelo melhor espresso do estado.
SERVIÇO
Prêmio Espresso Maravilhoso 2026
Inscrições: até 15 de setembro de 2026
Amostra: 500 g por lote, com lote mínimo de 30 kg
Limite: até duas amostras por produtor
Envio: Rio Coffee House
Endereço: Rua Cosme Velho, 433, Loja D, Cosme Velho, Rio de Janeiro/RJ
Provas de público: de 20 a 30 de outubro
Resultado para a imprensa: 7 de novembro de 2026
Dúvidas e mais informações: Instagram @riocoffeehouse.br
Publicado por:
Ana Magal
Sou jornalista, blogueira, escritora e Assessora de Imprensa Freedom. Mas, antes de tudo, sou uma mulher que vive e resiste com TAB II — uma deficiência invisível que muita gente ainda insiste em não enxergar.
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