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A forte contaminação registrada recentemente na Baía de Luanda levou as autoridades de Angola a recomendarem a suspensão imediata do consumo de pescado e de qualquer atividade de lazer na zona costeira afetada.
O alerta inicial partiu de coletivos ambientais locais, que notaram mudanças drásticas na coloração da água, além de episódios de mortandade de peixes e fauna marinha local.
Diante desse cenário de risco, especialistas do Instituto Nacional de Investigação Pesqueira e Marinha (INIPM) reforçaram a necessidade de evitar o uso da área.
Segundo Paulo Coelho, chefe do departamento de oceanografia do INIPM, o fenômeno pode estar associado à proliferação de microalgas tóxicas na região.
O especialista destaca que o contato com essas águas ou a ingestão de moluscos e peixes afetados pode causar desde irritações cutâneas até graves surtos de diarreia e distúrbios neurológicos.
Atualmente, as equipes técnicas continuam monitorando o litoral para apurar as causas exatas do evento ecológico, que permanece restrito à Baía de Luanda.
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