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Um levantamento recente aponta que 42% das adolescentes grávidas em Quelimane sentiram infelicidade ao descobrir a gestação, revelando desafios profundos na saúde reprodutiva em Moçambique.

A investigação avaliou 1.546 mulheres entre 2023 e 2024 na província da Zambézia. O trabalho foi conduzido pelo demógrafo Ariel Nhacolo, vinculado ao Centro de Investigação em Saúde de Manhiça.

De acordo com os dados gerais, 24,5% de todas as inquiridas manifestaram desprazer inicial. No entanto, o índice dispara para 42,2% entre as jovens de 12 a 19 anos.

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O especialista destaca que o cenário reflete uma realidade complexa. Para essa faixa etária, a situação é alarmante devido aos riscos clínicos elevados e ao abandono escolar.

Entre os principais motivos para a insatisfação estão a ausência de planejamento, gravidez indesejada e o receio das repercussões sociais e econômicas.

A reação do parceiro também influencia o bem-estar da gestante. Cerca de 74% das mulheres cujos companheiros reprovaram a notícia também se declararam infelizes.

O estudo reconhece limitações por não ter ouvido os homens diretamente. Contudo, os autores defendem maior diálogo e acesso facilitado a serviços de planejamento familiar para jovens.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade