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CPI Dos Pancadões É Apontada Como Manobra Política Em São Paulo
A instalação da CPI dos Pancadões na Câmara Municipal de São Paulo é descrita como o mais recente factóide da política paulistana. Em ano pré-eleitoral, a iniciativa é vista como uma estratégia para criminalizar a juventude da periferia, transformando o funk e os fluxos em um "inimigo público".
Criminalizar É Negar O Direito À Cidade
De acordo com a engenheira Camila Santos, a questão já é regulada por lei, e o verdadeiro problema não está na cultura, mas na falha crônica do poder público. "Quando a cidade não oferece espaços de lazer, circuitos noturnos e políticas culturais que dialoguem com a realidade da periferia, os jovens criam seus próprios espaços. Criminalizar esses movimentos é negar o direito à cidade", afirma Santos.
O funk, longe de ser uma ameaça, é hoje uma das maiores indústrias criativas do Brasil. Os pancadões funcionam como o maior e mais democrático festival de funk, organizado de forma coletiva nas periferias. A especialista aponta que a discussão deveria focar em soluções efetivas para o acesso urbano, em vez de atrelar a música ao crime.
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