O DanzÁfrica Mandén é um grupo pernambucano de estudos de dança, percussão e canto do oeste africano. Entre as atividades de destaque mais recente está a da vivência percussiva africana, com instrumentos como Djembe e Dunun, acessados por meio de oficinas. 

Produzido e realizado de maneira independente, o grupo DanzÁfrica Mandén também tem uma parceria com o Muafro (Museu de Artes Afro-Brasil Rolando Toro), no centro do Recife, onde diversas formações são realizadas no espaço artístico-cultural. 

Em seus movimentos, inclusive nesses encontros de percussão, o DanzÁfrica Mandén dá acesso para negras e negros e pessoas de origem periférica custeando o transporte de ida e volta nos dias das vivências.

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“Nossa oficina é um espaço para aprender sobre os sons, as métricas, diversificadas frases e tempos, a partir dos tambores djembe e dunun. Entre os ensinamentos estão os ritmos mandingas, que requerem paciência e escuta para experienciar, sobretudo por ser uma prática do repercutir coletivamente”, ressalta Juliana Zacarias, que também atua na produção geral do DanzÁfrica Mandén.   

DanzÁfrica Mandén fez a sua primeira formação de corpo de dança em 2023     Foto: aline sou

 

O envolvimento desta formação de tambor é coletivo, com uma equipe composta por Juliana Zacarias (professora de dança e pesquisadora), Isaac Souza (percussionista e facilitador), Bruno Victor (percussionista e facilitador), Vinicius Morais (percussionista e facilitador) e Tito Farias (percussionista e facilitador). Todas as pessoas assinam a ficha técnica da oficina realizada mais recente. 

O coletivo oferece formações que se estruturaram pelo desejo do compartilhamento de saberes percussivos dos países do oeste africano. Para além disso, os encontros proporcionam uma visita ao acervo do Muafro Recife, com registros históricos, culturais, sociais, políticos e de resgate da memória afetiva e do patrimônio, sendo assim uma imersão no universo afrobrasileiro. 

“Os ensinamentos são justamente sobre os ritmos de tambores criados em períodos antigos do Reino Mali e que repercutem até os dias de hoje. Nós, percussionistas envolvidos, tocamos esses ritmos no dia a dia e poder partilhar esse conhecimento é uma realização”, comenta o percussionista e facilitador Tito Farias.  

Vale destacar que, durante o processo, são compartilhadas fontes de materiais didáticos online e vídeos, além de conteúdos já pesquisados ou adicionais. 

Em 2023, o DanzÁfrica Mandén realizou a sua primeira formação de corpo de dança, com mais de três meses de duração, também no Muafro Recife.  

O que é o coletivo

O DanzÁfrica Mandén nasceu em 2014 como um coletivo de expansão da dança, percussão e canto do oeste africano. Em 2017, foi abraçado por um grupo de músicos do Recife e de Olinda, que estudam desde 2003 os ritmos do oeste da África com o objetivo de compartilhar a vivência nas comunidades dos municípios pernambucanos. 

FONTE/CRÉDITOS: Foto: aline sou