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A Defensoria Pública do Estado de Goiás iniciou na última quinta-feira o projeto Terreiro de Direitos, uma ação voltada ao combate rigoroso ao racismo religioso no estado. O lançamento ocorreu no Terreiro Pai Mateus de Angola, localizado em Anápolis, com a entrega da primeira placa oficial de proteção a espaços sagrados de matriz africana.
A iniciativa itinerante vai abranger 12 comunidades tradicionais. O cronograma prevê a realização mensal de rodas de conversa e oficinas de educação jurídica para fortalecer os direitos constitucionais dessas populações.
Desafios e violência mapeados
Dados da pesquisa Respeite o Meu Terreiro mostram que 76% dos integrantes dessas comunidades já foram vítimas de intolerância. O levantamento aponta ainda que 80% das casas religiosas enfrentam algum tipo de hostilidade ligada à fé.
Segundo a Defensoria Pública, o projeto busca preencher uma lacuna institucional relatada pelas lideranças locais. A presença das placas e o acompanhamento jurídico pretendem coibir atos de vandalismo e garantir maior segurança jurídica aos rituais.
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