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Após o grave acidente que resultou em 25 mortes na ilha do Fogo, motoristas locais manifestam forte preocupação com as condições das estradas que conectam São Filipe a Chã das Caldeiras, exigindo melhorias urgentes na infraestrutura viária de Cabo Verde.
A tragédia ocorreu no dia 05 de setembro, quando um autocarro despencou em uma ravina de aproximadamente 50 metros de profundidade na zona de Campanas de Cima, situada no município de Santa Catarina do Fogo.
Do total de 38 ocupantes que viajavam no coletivo, 25 faleceram e 13 sofreram ferimentos. A maioria das vítimas era composta por crianças e jovens que participavam de uma excursão escolar de premiação.
O incidente gerou comoção nacional e reabriu o debate sobre a periculosidade das vias em regiões montanhosas cabo-verdianas.
Motoristas habituados ao trajeto relatam cenários de risco constante, destacando a presença de curvas acentuadas, declives acentuados e ausência de barreiras de contenção adequadas.
As críticas também englobam a carência de iluminação pública e sinalização deficiente, fatores que elevam expressivamente a probabilidade de novos acidentes graves.
Diante da repercussão, o presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Nuías Silva, reconheceu os perigos inerentes à geografia local e destacou a colaboração contínua com o governo central para mitigar riscos nas estradas nacionais.
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