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Rede JP Lança Projeto Inédito Para Combater Violência Digital Contra Mulheres Negras
O **Brasil** avança no ranking de segurança para jornalistas, mas ainda registra um alto número de ataques virtuais. Um estudo da UNESCO e do InternetLab revelou que nove em cada dez jornalistas mulheres no país já sofreram assédio online, e a violência digital é especialmente direcionada às mulheres negras. Em resposta a esse cenário, a **Rede Jornalistas Pretos pela Diversidade na Comunicação (Rede JP)** lança, no dia 28 de agosto, a **Rede de Proteção Digital para Comunicadoras Negras (REPCONE)**. A iniciativa é a primeira na América Latina a unir cibersegurança, acolhimento e proteção jurídica para comunicadoras negras, indígenas e quilombolas.
O lançamento da REPCONE, que será transmitido ao vivo pelo YouTube e Instagram, marca o início de uma série de ações de conscientização e proteção. "Proteger essas mulheres é proteger narrativas que sustentam a democracia e a pluralidade de vozes. A violência digital não silencia apenas indivíduos, mas comunidades inteiras", afirma Marcelle Chagas, idealizadora da iniciativa. O evento de lançamento reunirá especialistas de Brasil, Peru e Argentina para debater os desafios e soluções diante do avanço da violência online.
REPCONE Oferece Suporte Multidisciplinar E Combate A Solidão
O acesso à REPCONE será totalmente gratuito, com a abertura de 50 vagas para comunicadoras de toda a América Latina. As selecionadas receberão treinamento especializado em cibersegurança, apoio psicossocial e orientação jurídica. Marcelle Chagas explica que o projeto visa mudar a realidade de "solidão" enfrentada por muitas comunicadoras, que não sabem a quem recorrer quando são atacadas. A vulnerabilidade de mulheres negras, indígenas e quilombolas é ainda maior, marcada pela intersecção de racismo, machismo e desigualdade digital.
A iniciativa vai atuar em três eixos principais: formação em cibersegurança, acolhimento psicossocial para vítimas e proteção jurídica especializada. Pesquisas recentes confirmam que a violência contra comunicadoras negras não é aleatória, utilizando estereótipos racistas e sexistas para tentar silenciar e deslegitimar suas vozes. Denise Mota, coordenadora de projetos da Rede JP, lembra que muitas dessas mulheres acabam se afastando do debate público para preservar a saúde mental, o que a REPCONE busca combater, oferecendo uma rede de confiança e apoio.
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