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Vamos conversar sobre a contemporaneidade das ideias e lutas de LUIZ GAMA, com SÉRGIO SÃO BERNARDO, GABRIELA BARRETTO DE SÁ e SÍLVIO ROBERTO OLIVEIRA.
Luiz Gonzaga Pinto da Gama nasceu em Salvador, no dia 21 de junho de 1830. Filho Luiza Mahin, uma mulher negra livre, que participava e liderava rebeliões de escravizados. Seu pai, um fidalgo português, o vendeu quando rinha 10 anos, para pagar uma dívida de jogo.
Após passar pelo Rio de Janeiro, chegou a São Paulo, comprado pelo Alferes Antônio Pereira Cardoso. Foi alfabetizado aos 17 anos, convivendo com o estudante Antônio Rodrigues de Araújo, que havia se hospedado na fazenda do alferes.
Impedido de se matricular no Curso de Direito do Largo do São Francisco, por ser negro, persistiu assistindo as aulas como ouvinte.
Autodidata, tornou-se advogado, escritor e jornalista. Foi um dos maiores líderes abolicionistas do Brasil. Nos tribunais, usando seus conhecimentos jurídicos, libertou mais de 500 pessoas escravizadas.
Em 2015, foi reconhecido pela OAB como membro da instituição, tornando-se assim oficialmente advogado.
Sobre ele, o poeta Raul Pompéia (1863-1895) escreveu:
“(…) não sei que grandeza admirava naquele advogado, a receber constantemente em casa um mundo de gente faminta de liberdade, uns escravos humildes, esfarrapados, implorando libertação, como quem pede esmola; outros mostrando as mãos inflamadas e sangrentas das pancadas que lhes dera um bárbaro senhor (...). E Luís Gama fazia tudo: libertava, consolava, dava conselhos, demandava, sacrificava-se, lutava, exauria-se no próprio ardor, como uma candeia iluminando à custa da própria vida as trevas do desespero daquele povo de infelizes, sem auferir uma sobra de lucro…”.
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