Nesta terça-feira (29), a Polícia Civil da Bahia promove um mutirão da Polícia Civil voltado ao acolhimento e atendimento de mulheres negras vítimas de racismo, intolerância religiosa e violência de gênero em Salvador. A ação ocorre no bairro da Piedade, em frente à sede da instituição, onde uma Delegacia Móvel foi instalada para oferecer suporte especializado à população.

A mobilização integra as homenagens ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado recentemente. O objetivo central da iniciativa é garantir acolhimento humanizado, facilitar o registro de denúncias e dar celeridade aos procedimentos investigativos em andamento.

Atendimento especializado e registro de denúncias

Durante a ação, equipes capacitadas prestam atendimento imediato às pessoas que buscam o serviço de forma espontânea. A unidade móvel funciona como ponto focal para prestação de orientações às vítimas, registros de novos boletins de ocorrência e encaminhamento céleres aos órgãos competentes.

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A diretora do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), delegada Juliana Fontes, reforçou que a estrutura foi planejada para consolidar a rede de proteção às populações vulneráveis na capital baiana.

“Nosso compromisso é assegurar um atendimento humanizado e especializado, ampliando o acesso à Polícia Civil e fortalecendo a resposta institucional diante de crimes de racismo, intolerância religiosa e violência de gênero”, afirmou a delegada.

Agilidade nas investigações e oitivas agendadas

Além da demanda espontânea, a força-tarefa foca na realização de aproximadamente 50 oitivas previamente agendadas. Os depoimentos envolvem vítimas e testemunhas vinculadas a inquéritos que apuram crimes motivados por preconceito racial e religioso no estado.

A concentração desses procedimentos em um único dia busca encurtar a tramitação das investigações e oferecer respostas mais rápidas às vítimas de atos discriminatórios.

O titular da Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), delegado Ricardo Amorim, ressaltou a importância do empenho simultâneo para a responsabilização dos suspeitos.

“A realização dessas oitivas representa uma garantia de respostas mais rápidas às vítimas e reafirma que crimes de racismo e intolerância religiosa serão rigorosamente apurados”, destacou Amorim.

FONTE/CRÉDITOS: Thays Andrade