Durante as celebrações do Julho das Pretas, a especialista Tamires Santos destacou a importância de fortalecer o afroempreendedorismo feminino no Brasil, alertando para os desafios de permanência e sustentabilidade enfrentados por negócios liderados por mulheres negras.

Embora o número de lideranças femininas à frente de empresas continue crescendo no país, barreiras históricas como a dificuldade de acesso ao crédito, limitações em qualificações e pouca inserção em redes de relacionamento ainda comprometem a longevidade desses projetos.

Desafios além dos indicadores econômicos

Para Tamires Santos, que atua como palestrante, gestora pública, psicoterapeuta e escritora, valorizar o trabalho das mulheres negras exige enxergar além dos números financeiros. Ela ressalta que esses empreendimentos movimentam economias locais, geram empregos e preservam saberes ancestrais, mesmo diante de sobrecargas e desigualdades estruturais.

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“Nós ainda falamos muito sobre abrir negócios e pouco sobre criar condições para que mulheres negras permaneçam empreendendo. Permanência exige acesso a conhecimento, rede de apoio, saúde emocional e oportunidades reais de crescimento. Empreender não deve ser um caminho solitário”, enfatiza a especialista.

Fortalecimento coletivo e impacto social

Com o objetivo de mudar essa realidade, surgiu a iniciativa gratuita “Uma vai e puxa outra”. O movimento promove encontros focados em acolhimento emocional, orientação estratégica, trocas de experiências, acesso à cultura e construção de redes de suporte prático.

A proposta rompe com a visão individualista do mercado para focar no desenvolvimento comunitário. Para a idealizadora, garantir o sucesso de uma empreendedora negra gera impactos positivos que se estendem por toda a família e pela comunidade onde ela está inserida, reforçando a importância do tema durante todo o ano.

FONTE/CRÉDITOS: Thays Andrade