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Iniciativa reúne informações sobre escolaridade, moradia, emprego e renda para investigar diferenças nas condições de vida de pessoas negras e não negras no país. Objetivo é dar subsídio para políticas públicas
Pessoas negras vivem nas mesmas condições que pessoas não negras no Brasil? Foi com essa pergunta em mente que pesquisadores do Cedra, o Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdade Racial, lançou uma plataforma que compila informações de bases de dados oficiais para investigar as desigualdades raciais no Brasil.
Dados sobre moradia, emprego, renda e escolaridade fazem parte da plataforma, lançada pelo instituto no dia 16 de dezembro. Junto com esses registros, o Cedra disponibiliza análises que traduzem esses indicadores a partir dos recortes de cor e raça.
A plataforma é gratuita e está disponível no endereço do Cedra. Com ela, os pesquisadores buscam facilitar o acesso a informações sobre desigualdades raciais e oferecer subsídios para a elaboração de políticas públicas e investigações científicas sobre o tema.
Gestores públicos, pesquisadores, jornalistas e integrantes da sociedade civil estão entre os grupos cujo trabalho pode ser beneficiado pela plataforma. Outros públicos também podem tirar proveito das informações do site, que busca oferecer uma interface amigável.
Entre as bases que fazem parte da plataforma, estão o Censo de 2010 e a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) de 2012 a 2019 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2023, o Cedra planeja acrescentar ao site bancos de dados sobre saúde, violência e educação básica e superior.
Fazem parte do Cedra o economista e ex-presidente do IBGE Eduardo Pereira Nunes, o físico e membro do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) Marcelo Tragtenberg, o escritor e presidente do conselho da Oxfam Brasil Hélio Santos, a historiadora Wania Sant’anna, entre outros.
A plataforma recebeu investimento e apoio do Instituto Çarê, da Fundação Itaú, do Instituto Galo da Manhã e do Instituto Ibirapitanga. A iniciativa também tem parceria do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas).
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