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Na Guiné-Bissau, a decisão do Alto Comando Militar de bloquear o regresso do ex-presidente Umaro Sissoco Embaló pode integrar uma manobra de vitimização para angariar apoio político. A avaliação foi feita pelo analista Fodé Mané em entrevista à RFI.

O militar havia anunciado o retorno ao país para outubro, mas o regime alegou falta de condições de segurança. Para o especialista, a narrativa de exclusão serve para gerar solidariedade entre os aliados do ex-governante.

A instabilidade institucional no país reflete-se na dualidade de poderes entre o governo, as Forças Armadas e o Conselho Nacional de Transição. Essa falta de clareza alimenta incertezas sobre quem realmente comanda o cenário político atual.

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Mané também comentou sobre as movimentações recentes em torno do primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té. O movimento é visto como uma tentativa de enraizar sua base de apoio visando futuras eleições presidenciais.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade