A instalação "Bandeira de Kitembo: Ventos da Negritude", assinada por Caio Bruno Carvalho e Alex Gabriel Lemos, ganhou destaque no ArchDaily durante a cobertura oficial da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2025. A obra, que permanece em exibição no Jardim do Palácio Sinel de Cordes até 8 de dezembro, nasce da Pequena África, no Rio de Janeiro, e apresenta uma leitura contemporânea da arquitetura afro-brasileira.
Inspirada em Kitembo — nkisi associado ao tempo, ao movimento e às travessias — a instalação transforma ventos, memória e território em gesto espacial, evocando as camadas históricas e simbólicas da diáspora negra no Atlântico. O projeto articula pesquisa, arte e urbanidade ao reafirmar a presença da produção negra brasileira no debate internacional sobre cidade e arquitetura.
O ArchDaily enquadrou a obra entre os projetos independentes que ampliam o tema “How Heavy Is the City?”, ressaltando sua abordagem crítica e poética da experiência afro-diaspórica. A publicação também destacou o papel da instalação na consolidação do afroturismo como prática estética e política, conectando o território da Pequena África às discussões globais sobre patrimônio, memória e futuro urbano.
Com essa participação, "Bandeira de Kitembo: Ventos da Negritude" reforça a potência das narrativas afro-brasileiras e amplia a visibilidade de pesquisadores, artistas e arquitetos que atualizam, no presente, as camadas vivas da ancestralidade negra na cidade.
Comentários: