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O Brasil registrou 1.843.604 acidentes de trabalho entre janeiro de 2023 e maio de 2026, conforme dados divulgados pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt). Somente nos primeiros cinco meses de 2026, o país contabilizou 222.139 novas ocorrências nas estatísticas oficiais.
As informações têm como base os registros do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinam), vinculado ao Ministério da Saúde.
Segundo a entidade, esses índices demonstram o peso que as ocorrências exercem sobre a saúde coletiva. Eles também afetam diretamente a Previdência Social e aumentam a demanda por atendimento na rede pública e privada.
A proporção de vítimas mostra disparidade entre gêneros. Os homens somaram 1.376.463 notificações, o que representa 74,7% do total. Já as mulheres acumularam 466.921 registros, equivalentes a 25,3%. Houve 220 casos sem identificação de sexo.
O perfil etário demonstra que a maior concentração de casos ocorreu entre pessoas de 20 a 49 anos. O grupo de 20 a 34 anos somou 783.598 notificações. A faixa dos 35 aos 49 anos registrou 610.441 ocorrências.
Juntas, essas duas faixas etárias reuniram 1.394.039 casos. O montante representa 75,6% de todas as notificações mapeadas pela associação no período analisado.
Regiões e estados
As regiões Sul e Sudeste concentraram 72,6% das notificações do país, totalizando 1.338.895 ocorrências. O Sudeste liderou com 42,8%, seguido pelo Sul com 29,9%.
Em seguida aparecem Nordeste, Centro-Oeste e Norte. São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina concentraram 67% das notificações nacionais.
O presidente da Anamt, Francisco Cortes Fernandes, pontua que os dados auxiliam no planejamento de ações estratégicas. O objetivo é combater riscos que ameaçam a integridade dos trabalhadores.
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