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A Cia Ballet Paraisópolis, sob direção geral de Monica Tarragó, estreia o programa CARTOGRAFIAS DO INVISÍVEL, que reúne três obras – Campo Aberto e Desiderium, de Thiago Bordin e Víbora, de Christian Casarin. As apresentações gratuitas acontecem no Teatro Ítalo Brasileiro, dia 30 de outubro, às 20h, na Estação Motiva Cultural, dia 1º de novembro, às 20h30, e no Centro Cultural Olido, dia 13 de novembro, às 19h.
As criações exploram o corpo como território e linguagem, reafirmando a potência e diversidade da companhia, além de fortalecer a presença da periferia nos grandes centros culturais. Para Monica Tarragó, CARTOGRAFIAS DO INVISÍVEL propõe um percurso poético que atravessa territórios internos e afetivos, em que corpo, gesto e presença se tornam mapas simbólicos. “Nossa nova temporada valoriza a dança no Brasil e amplia o repertório da companhia e seu diálogo com a cena global da dança”, pontua ela.
Campo Aberto, criação neoclássica inédita de Thiago Bordin para a companhia, mergulha em novas possibilidades coreográficas e expande a pesquisa sobre corpo e espaço. Já Desiderium, também de Thiago Bordin, marca a primeira remontagem internacional de uma obra do coreógrafo para a Cia Ballet Paraisópolis, reforçando o diálogo da companhia com a dança mundial. E Víbora, obra contemporânea de Christian Casarin, que propõe uma fisicalidade intensa e visceral, que atravessa o corpo como linguagem e território em constante transformação.
“Mais do que estreias, essas obras representam encontros. O processo de criação de CARTOGRAFIAS DO INVISÍVEL foi permeado por afeto, escuta e descobertas coletivas. Cada ensaio se transformou em um espaço de aprendizado mútuo, onde diferentes trajetórias se encontraram para dar forma a um repertório que é, ao mesmo tempo, artístico e profundamente humano. Para nós, esse programa é uma celebração da arte como gesto de partilha”, explica Tarragó.
Três coreografias
Thiago Bordin traz ao programa sua vasta experiência internacional, seja dançando ou coreografando em companhias de renome ao redor do mundo. Atualmente, é professor no Conservatório Real de Haia e convidado regular do Nederlands Dans Theater (NDT). Na nova temporada da Cia Ballet Paraisópolis, Bordin assina duas criações. A primeira é Campo Aberto, obra inédita concebida a partir do encontro com os intérpretes da companhia, jovens que carregam em seus corpos histórias pessoais e coletivas. A coreografia constrói no palco um território simbólico em que dança e resistência se entrelaçam, revelando um espaço de criação aberto a novos gestos, encontros e futuros possíveis. Desiderium, a primeira remontagem internacional do coreógrafo, revisita a palavra latina que dá título à obra, expressão de um desejo ardente, atravessado pela ausência. Criada originalmente no exterior, a coreografia fará sua estreia nacional no Brasil pela Cia Ballet Paraisópolis, marcando um momento inédito e significativo para a companhia. Em cena, esse anseio é traduzido em movimento poético, criando uma atmosfera de intensidade emocional que convida o espectador a vivenciar a dança como espaço de memória, perda e transformação.
“Trabalho com dança há 25 anos e posso dizer que o projeto do Ballet Paraisópolis é fascinante. O processo foi intenso, marcado pelo profissionalismo e pela entrega dos bailarinos. Minha criação partiu do diálogo com eles, ouvindo o que tinham a dizer com o corpo. Cada obra nasceu desse encontro coletivo e foi feita, sobretudo, para os próprios intérpretes”, adianta Bordin.
Completando o programa está Víbora, de Christian Casarin, última parte da trilogia composta também por Véspera e Vortex. A obra mergulha na dança como força de regeneração e continuidade, inspirada na imagem da serpente como símbolo de renovação e passagem. A trilha sonora original de Fernando Dalla Nora constrói um tecido sonoro em metamorfose constante, acompanhando intérpretes que transitam entre rigor e espontaneidade, disciplina e entrega, delineando uma cena coletiva marcada pela vitalidade e pela potência criadora da dança.
“Para o fechamento da trilogia trago a serpente, imagem que nomeia a obra, e me inspira a pensar o corpo que abandona a pele antiga e se reinventa, o gesto que se abre ao imprevisível”, destaca Casarin.
Serviço:
CARTOGRAFIAS DO INVISÍVEL
Cia Ballet Paraisópolis
Livre | 60 minutos | Ingressos gratuitos.
30 de outubro, quinta-feira, 20h.
Teatro Ítalo Brasileiro – Av. João Dias, 2046 – Santo Amaro, São Paulo.
1º de novembro, sábado, 20h30.
Estação Motiva Cultural – Praça Júlio Prestes, 16 – Campos Elíseos, São Paulo.
6 de novembro, quinta-feira, 15h.
Fábrica de Cultura Brasilândia – Av. General Penha Brasil, 2508 – Brasilândia, São Paulo.
13 de novembro, quinta-feira, 19h.
Centro Cultural Olido – Av. São João, 473 –Centro, São Paulo.
11 de dezembro, quinta-feira, 15h.
Fábrica de Cultura Parque Belém – Av. Celso Garcia, 2231 – Belenzinho, São Paulo.
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