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Uma atleta de corrida registrou um boletim de ocorrência alegando ter sido vítima de injúria racial enquanto treinava na Beira-Mar, em Fortaleza, na manhã desta sexta-feira, 10. A corredora relatou que outra mulher a abordou em tom agressivo na ciclofaixa, proferindo que "pessoas como você não deveriam estar correndo na Aldeota, deveriam estar correndo na Barra do Ceará", em um claro ato de discriminação.
A Polícia Militar do Ceará (PMCE) foi acionada e conduziu ambas as envolvidas à Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou Orientação Sexual (Decrin). Na unidade policial, um inquérito foi instaurado para apurar os detalhes do ocorrido e as circunstâncias da denúncia de injúria racial.
O incidente ganhou repercussão após a corredora compartilhar um vídeo nas redes sociais detalhando o ocorrido. Ela explicou que o desentendimento começou após uma ciclista reclamar da necessidade de reduzir a velocidade para ultrapassá-la na ciclofaixa.
Segundo o relato da atleta, após uma breve troca de palavras sobre a etiqueta de ultrapassagem, a ciclista teria feito o comentário discriminatório. A corredora decidiu confrontar a suspeita e, com o apoio de outras pessoas presentes, acionou as autoridades.
No vídeo, a vítima expressou sentir-se desamparada inicialmente, mas destacou o apoio recebido até a chegada da polícia. Ela também mencionou que, na delegacia, a suspeita negou as acusações e a chamou de "louca".
A corredora declarou sua intenção de prosseguir com as medidas legais. "Vou seguir com o processo, vou até a última instância, porque racistas não passarão", afirmou, demonstrando determinação em buscar justiça.
Polícia instaura inquérito para apurar o caso
Em nota oficial, a Polícia Militar confirmou o acionamento de equipes do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) para atender a uma discussão na ciclofaixa da avenida Desembargador Moreira. A vítima relatou as ofensas de cunho racial e manifestou o desejo de representar criminalmente contra a suspeita.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) já iniciou as oitivas na Decrin para esclarecer os fatos. Após os procedimentos legais, ambas as mulheres foram liberadas.
A SSPDS também disponibilizou canais para denúncias de injúria racial e outros crimes de discriminação, incluindo atendimento presencial na Decrin, telefone (85) 3101-7590, Disque-Denúncia 181, WhatsApp (85) 3101-0181 e a plataforma e-Denúncia, garantindo sigilo e anonimato.
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