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Os recentes episódios de racismo, discriminação e trabalho análogo à escravidão têm gerado indignação na sociedade brasileira e reacendido as discussões sobre o tema. Mesmo após 135 anos da assinatura da Lei Áurea, que aboliu a escravização de pessoas no Brasil, muitos especialistas apontam que as marcas deixadas por essa prática persistem no cotidiano e na mentalidade brasileira, principalmente entre a população negra e indígena.
Um exemplo recente foi a descoberta, em fevereiro, de 207 trabalhadores explorados em condições degradantes por uma empresa terceirizada a serviço de vinícolas no Rio Grande do Sul. Essa não foi uma ocorrência isolada. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, entre janeiro e maio deste ano, foram realizadas 97 ações fiscais de combate ao trabalho escravo, resultando no resgate de 1.201 trabalhadores e no pagamento de quase R$ 5 milhões em verbas salariais e rescisórias.
De acordo com a advogada e pesquisadora Wézya Ferreira, a escravidão deixou uma herança cruel de exploração e objetificação de seres humanos, que se reflete na sociedade brasileira até hoje. O racismo foi a "pedra angular" que influenciou diversos aspectos culturais, sociais, políticos, econômicos, jurídicos e educacionais do país, permitindo a existência da escravidão.
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