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A exposição “Dinossauros na Árvore da Vida”, idealizada pelo biólogo e artista visual Fabio Eugenio, convida o público a uma jornada fascinante pela história natural no Centro Municipal de Educação Ambiental (CMEA), localizado no Parque do Basalto. Em cartaz até 5 de dezembro, com visitação gratuita de terça a domingo, das 8h às 18h, a mostra propõe uma redescobrida dos dinossauros através da ciência, arte e do conceito de evolução, utilizando a metáfora da Árvore da Vida para conectar o passado profundo do planeta aos desafios contemporâneos da biodiversidade e das mudanças climáticas.
Embora os dinossauros tradicionalmente cativem a imaginação de todas as idades, esta exposição transcende o mero fascínio. Ela serve como um portal para uma experiência imersiva que interliga arte, imaginação e história natural, desvendando as profundas transformações da vida ao longo de milhões de anos.
A mostra apresenta esculturas inéditas de espécies que habitaram o território brasileiro, acompanhadas de ilustrações detalhadas e um extenso painel sobre a Árvore da Vida. O objetivo é desafiar os estereótipos associados aos dinossauros, apresentando-os sob uma nova luz.
Dessa forma, a exposição conecta esses seres pré-históricos a conceitos fundamentais como evolução, ancestralidade, biodiversidade e as mudanças climáticas que continuamente moldam o nosso planeta.
Fabio Eugenio, com sua trajetória dedicada à divulgação científica através da arte, orquestra nesta exposição um diálogo entre a sensibilidade artística e o rigor do conhecimento. Ele convida os visitantes a uma imersão que se estende à própria paisagem do Parque do Basalto.
Nesse ambiente, a geologia local, a natureza exuberante e a educação ambiental convergem para enriquecer a narrativa, proporcionando uma reflexão sobre o passado geológico da Terra e o futuro que a humanidade está construindo.
Conforme destaca o ilustrador, a evolução nos ensina que as distinções entre as espécies brotam das semelhanças compartilhadas. A capacidade de adaptação, segundo ele, é a virtude universal que une todos os seres vivos.
Um painel de grandes dimensões serve para contextualizar esses seres pré-históricos dentro da complexa Árvore da Vida. Ele ilustra as relações de parentesco entre as espécies, elucidando conceitos cruciais como evolução, adaptação, ancestralidade e extinção.
Espécies brasileiras em destaque
A exposição apresenta seis esculturas de dimensões variadas, entre 35 e 95 centímetros, que dão vida a cinco notáveis espécies brasileiras. Entre elas estão o Oxalaia quilombensis, o Uberabatitan, o Pycnonemosaurus, o Saturnalia tupiniquim e o pterossauro Tupandactylus.
Cada obra é complementada por um painel infográfico que as insere na "Árvore da Vida", aprofundando a compreensão dos conceitos que permeiam toda a mostra.
As esculturas têm como propósito humanizar esses animais, ao invés de representá-los como meros "monstros". Elas retratam comportamentos naturais, como o repouso e o cuidado parental, desafiando a iconografia tradicional dos dinossauros.
"Busquei romper com o estereótipo midiático, que frequentemente os retrata apenas como criaturas violentas", explica Fabio Eugenio. "Se cavalos e elefantes se deitam, os dinossauros também o faziam. A ideia é imaginá-los vivos, em seu cotidiano."
Contexto e reflexão ambiental
A escolha do Parque do Basalto como local da exposição não é aleatória. O espaço, que abriga afloramentos de rochas vulcânicas e remanescentes de Cerrado e Mata Atlântica, enriquece a narrativa ao conectar a história geológica do planeta com as urgências da preservação ambiental.
Dessa forma, a paleontologia e a arte são empregadas como ferramentas para sensibilizar o público sobre a fragilidade da vida, a crise climática e a responsabilidade coletiva na conservação da biodiversidade global.
Eugenio ressalta que "as grandes extinções marcam ramos interrompidos na Árvore da Vida". Ele enfatiza o papel da arte em nos convidar a uma autoavaliação, reconhecendo nossa responsabilidade. "Ainda temos a capacidade de escolher nossos caminhos, mas essa escolha deve ser necessariamente coletiva", conclui.
Realização e apoio
A produção executiva do projeto é assinada por Ananda Borghi, e sua realização é viabilizada pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Conta com o apoio institucional da Secretaria Municipal da Cultura de Araraquara, da FUNDART e do Ministério da Cultura.
O Parque do Basalto, endereço da exposição, situa-se na Avenida São João, s/nº, no Jardim Pinheiros - Vila Xavier.
Serviço
Exposição: "Dinossauros na Árvore da Vida", de Fabio Eugenio
Local: Parque do Basalto (Avenida São João, s/nº - Jardim Pinheiros / Vila Xavier)
Visitação: De terça a domingo, das 8h às 18h, até 5 de dezembro
Entrada: Gratuita
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